sábado, 4 de outubro de 2008

Dia do...



Hoje se comemora o Dia Internacional do Professor, data da ONU.

Aproveito para homenagear a S’tora Madalena.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lanterna Acesa em boa companhia


Fui, há semanas atrás, entrevistado pela simpática Micheliny Verunschk, e foi editada esta para fazer parte de uma reportagem denominada “As Grandes Navegações”.

Esta reportagem está inserida no tema “Histórias de deslocamentos”, da Revista Continuum de Outubro, que trata da migração, um assunto instigante
Fiquei realmente muito feliz com as companhias que a Micheliny / Continuum me colocaram:
Uma Brasileira nas Arábias... , da Patrícia Amorim

A Era do Gelo, da Paula Mazulquim

A Saloia, da Mary Pereira

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

MV Faina






Visões obtidas de embarcações americanas

O que terá o MV Faina além do que já nos foi dito? Afinal, em 2008 já foram 62 navios atacados na costa africana, 26 deles seqüestrados, sendo que 12, incluindo o Faina, ainda em poder dos sequestradores. As embarcações e mais de 200 tripulantes reféns.

Dizem-nos que no Faina existem 33 tanques T-72 russos, rifles, munições para estes rifles e para os tanques além de outros apetrechos.

O Quênia já confirmou que comprou este armamento da Ucrânia, mas ouviu-se uma versão que o verdadeiro destino da carga seria o Sudão, país que está sobre embargo da ONU. Os americanos dizem temer que estas armas vão parar não mão de rebeldes da Somália. Se tivessem a caminho do Sudão, talvez a preocupação não fosse tão grande. Talvez nem uma nem outra seja a verdadeira preocupação!...

Controvérsias de um mercado pouco transparente. E ainda mais opaco fica quando se sabe que o único país que vinha se mexendo contra estes seqüestros, principalmente executados por somális, era a França, e exatamente neste, sem aviso prévio, americanos estão com seus navios em vigilância para garantir que a carga não seja desembarcada e para dar segurança aos tripulantes. Os russos também mandaram para lá uma fragata de guerra com a justificativa que temem pelos tripulantes russos.

E para ficar mais assustador, a Somália autoriza as Forças Internacionais atacarem o Faina por acreditarem que estes têm direito de tentarem encerrar o seqüestro.

Que legal! E os outros 11?

domingo, 28 de setembro de 2008

O Trem das sete

Fonte da foto: QUEM ME DERA SER BRUXA DE HOGWARTS
Composição: Raul Seixas


Ói, ói o trem, vem surgindo de trás das montanhas azuis, olha o trem

Ói, ói o trem, vem trazendo de longe as cinzas do velho éon

Ói, já é vem, fumegando, apitando, chamando os que sabem do trem

Ói, é o trem, não precisa passagem nem mesmo bagagem no trem

Quem vai chorar, quem vai sorrir ?

Quem vai ficar, quem vai partir ?

Pois o trem está chegando, tá chegando na estação

É o trem das sete horas, é o último do sertão, do sertão

Ói, olhe o céu, já não é o mesmo céu que você conheceu, não é mais

Vê, ói que céu, é um céu carregado e rajado, suspenso no ar

Vê, é o sinal, é o sinal das trombetas, dos anjos e dos guardiões

Ói, lá vem Deus, deslizando no céu entre brumas de mil megatons

Ói, olhe o mal, vem de braços e abraços com o bem num romance astral

Amém.

Paul Newman - As atitudes ficam

Newman's Own Foundation

Paul Newman - As imagens ficam

sábado, 27 de setembro de 2008

"O delírio e o supositório"

Imagem : Montagem
Por António Maria G. Lemos, em 25/09/08



Dizem que os povos de origem latina gostam de um drama. E quanto maior ele for, mais audiência e regozijo ele dará. Tudo bem, confesso essa nossa particularidade do gostar de chorar em massa. Parece que sózinhos não conseguimos ser tão tristes. (Como se no sangue de todos nós navegasse um gene de uma carpideira)

No entanto ao ver e ouvir ontem "Nephew Sam Jr.", vulgo Bush, falando para os americanos, tive a sensação de estar vendo a repetição de um filme barato já visto.

A última vez que ele apareceu na TV com aquela carinha de "mamãe, juro que não fui eu", o mundo inteiro viu uma nova guerra começar que até hoje não trouxe paz para o Iraque, nem para o mundo anti-terrorista. No entanto elevou o preço do petróleo e gás, lotou Guantanamo de presos ilegais, espalhou o ninho de extremistas pelo mundo a fora, e continua consumindo bilhões de dólares anuais. (Parece que as ações das empresas de armas e reservas naturais não caiem nunca!)

No entanto a carinha e a conversa dele parece ter surtido efeito. Para muitos é uma carinha tão convincente, que ajuda o paciente a relaxar, despir o seu traseiro e aceitar o remédio sem gemer.

Bush ao usar argumentos "explicativos" para a intervenção do Estado no mercado privado como; "se o Estado não interferir agora, vocês deixarão de ter uma agência bancária no seu bairro, não haverá bancos para darem o seu crédito agrícola, nem para comprarem a casa própria(?!)... a empresa onde trabalha pedirá concurso público por falta de reservas e você perderá o emprego....etc,etc,etc...por isso espero que a câmara de deputados e senadores aprove o nosso pacote econômico de salvação nacional..." Fez com que o cidadão normal, que trabalha 10 horas por dia, passa horas nos transportes públicos e que nunca pediu empréstimo a banco, (ou lhe foi rejeitado uma renegociação já antes do "crash" financeiro), mas jamais deixou de pagar o imposto de renda pontualmente, para não ter o mesmo fim de Al Capone. Ao ouvir os "argumentos" entrou em catarse nacional e numa amnésia solidarizada, esqueceu todas as origens da crise atual.

Mesmo sem entender nada de bolsa de valores e do mundo financeiro em geral, exigem que o senado aprove o cheque em branco, do qual eles muito provavelmente só o zero receberão.

Ou seja, sem entendermos ou pensarmos muito sobre os argumentos do Bush Jr., - em muitos casos tão „verdadeiros e reais“ como foram os argumentos usados por ele para unir e convencer o senado e povo americano para invadirem o Iraque de Sadam - concordamos que agora há mesmo que se fazer algo que evite o colapso e recessão econômica „mundial“. Na histeria atual, queremos pressionar o(s) governo(s) a dar um cheque em branco para a mão de empresários e banqueiros que não souberam cumprir as suas funções profissionais, e isso penso ser um absurdo. Primeiro durante anos ganharam trilhões vendendo gato por lebre - papeis de alto risco como se fossem papeis de baixo risco - o que na lei se prevê como sendo um acto ilegal e digno de prisão. E agora que afundaram o barco, os mesmos de sempre, ainda recebem um bônus!?

Ajudar sim, mas com condições e controles sobre os culpados da crise. Assinar cheque em branco não!

Quando vejo a câmara e o senado americano querendo ajudar, mas não a qualquer preço e não a qualquer um, penso que além das querelas políticas internas e não mundias, estão desta vez tentando não repetir o mesmo erro que fizeram ao terem aceite os argumentos de Bush para a invasão do Iraque. Pois se tal cheque for assinado novamente em branco, tal como no passado alguns países o assinaram, esta será a próxima guerra assinada em branco que não trará certeza nenhuma de calmaria ao mercado financeiro e consumirá muitos mais outros bilhões de dólares, nos próximos anos. E se os ganhadores de ontem foram os grandes consórcios de armas, a eles agora só se juntarão os especuladores da bolsa de valores e os banqueiros „indemnizados“.

Há verdadeiros especialistas da matéria que também dizem;

"Dinheiro que sai da bolsa e entra no mercado como forma de investimento directo na economia, também gera novos empregos e aquece a economia...

As exportações mundiais não dependem mais do mercado consumidor americano...

As reservas do nosso banco central aguentam mais dois crash desses...

Ainda tem muita gente ganhando na bolsa e muito mais vai ganhar agorar...

Esta crise vai amadurecer e acordar o mundo financeiro, transportando-o novamente para a realidade, o que é extremamente saudável...

O banco central alemão não salvará nenhum banco particular, só garantirá os fundos de aposentadoria que estejam investidos em ações desses bancos...

...etc,etc,etc..."

Hoje não importa e nem vale pena querermos ver ou analisarmos outras formas de pensar, que sejam isentas dessa histeria. Perceber que a forma de argumentação histérica usada hoje, muitas vezes nada mais é do que uma manipulação muito bem instrumentalizada por interesses financeiros e políticos, e que pretende na verdade atravessar o pânico além fronteiras americanas. Fazendo outros bancos centrais embarcarem nessa canoa e nos fazer esquecer que é exatamente por culpa da péssima gerência político e econômica da Era Bush, que esse poderio mundial e o neo-liberalismo nunca esteve tão perto do fim.

O verdadeiro negócio agora, à beira de novas eleições, é não se falar mais do dinheiro ou das vidas que estão sendo gastas no Iraque. Nem das hipotecas não renegociadas há um ano atrás, ou da punição dos responsáveis por este colapso da economia.

Para estar dentro da linha atual o melhor é mais uma vez não penar e simplesmente decidir dizendo; „welcome innocently boy"... já baixamos as calças para a cura milagrosa.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Moçambique - 25 de Setembro


Não festejo o início de tiros, por mais nobres que sejam os conceitos que estejam atrás da culatra. Festejo sim o fim deles, ainda mais quando representam a autonomia de uma nação.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Lula na ONU

Fonte da Imagem: O Globo
O Lula está com a sua popularidade, no Brasil, em alta, chegando aos 77%! Com esta auto-confiança, e consciente que para o mundo a sua imagem fica entre a eufórica esquerda “chavista” e os cegamente apoiantes do neo-liberalismo liderado pelos Estados Unidos, o Lula fez um discurso contundente na Assembléia Geral da ONU, que marcou inclusive uma despedida apagada do Bush, com a sempre paranóia do terrorismo, deixando de lado a grave crise financeira porque passa o seu país, jogando inclusive os seus graves reflexos para o resto do mundo envolvido pelo manto do neo-liberalismo.

Além do seu discurso, em entrevistas, Lula alertou que órgãos como o FMI e o Banco Mundial deveriam se manifestar, pois quando economias menores passam por crises estes se colocam logo a dar palpites, e agora quando a maior economia do mundo estremece ficam calados (casualmente ou não, em seguida o FMI já fez um comentário de leve, como se fosse esta a maior crise financeira dos últimos 80 anos – (sic)). Disse o Lula ainda que esta crise financeira americana mostra o fim do neo-liberalismo e que o mundo precisa criar mecanismos para se defender. Ironicamente criticou o discurso do Bush por este ter preferido falar mais sobre terrorismo e muito pouco sobre a crise econômica financeira pelo o que o seu país atravessa, alfinetando: “Mas ele fez a opção por voltar a falar do terrorismo, e eu obviamente, como sou defensor da autodeterminação dos povos e da soberania dos discursos dos presidentes, fui obrigado então a ficar quieto”.

Por mim, neste momento, os índices de satisfação com o Lula iam ali para pertinho dos 100% .


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Honestidade

Fonte da imagem de Rui Barbosa: Estações Ferroviárias


Hoje um grande chamuar, mais irmão do que chamuar, João Roldão, relembrou-me uma velha frase de um antigo político brasileiro, o Senador Rui Barbosa, quando em 1914 desistiu de candidatar-se a Presidente da República, dita durante um discurso da tribuna do Senado:







"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto"

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Egos X Democracia


A luta de egos, entre Mbeki e Zuma, deixou a nú uma democracia que se já havia demonstrado fragilidades, agora ainda mais claro fica que também na África do Sul um partido político se confunde com o Estado.
O CNA de Mandela é mais forte do que 70% dos eleitores que colocaram Mbeki na presidência e forçaram este a renunciar um ano antes de terminar o seu mandato, porque o Zuma, seu ex vice-presidente, foi considerado inocente em um processo de corrupção, que dizem ter havido apoio de Mbeki no levantamento das suspeitas.
Alguém andará puxando o tapete do Mbeki pela sua passividade, quase que apoio, ao seu correlegionário Mugabe? Mas do CNA, teria sido ele o único a ter esta atitude? Talvez não seja isso...talvez...

domingo, 21 de setembro de 2008

Dia do...



Dia da Pomba da Paz


sexta-feira, 19 de setembro de 2008

O João Perguntou (1)

Fonte da Imagem: Biblioteca Virtual
Me metralharam com algumas perguntas, onde o conceito central é o que seria para mim o significado de Independência. Da mesma forma que me perguntaram o significado desta, me perguntaram o que era Colonialismo. Quem foram, quem são e quem serão os grandes poderes coloniais. E relacionou, aos seus olhos, algumas possibilidades, sendo colônias dos EUA o Iraque, o Afeganistão, o Paquistão; do EU seriam Portugal, Grécia, Polônia, Estónia, Alemanha Oriental (!), Lituania, outros do Leste Europeu; do Brasil, a Argentina, o Paraguai, a Colômbia e o Uruguai foram as possibilidade que o questionador me colocou como sendo os colonizados. Ainda outros exemplos me colocou para depois ainda me perguntar quem serão os colonizados do Séc. XXI.
Esta rajada de perguntas e insinuações de possibilidades veio motivado de uma conversa, entre mim e uma outra pessoa, onde superficialmente se falou do passado de Moçambique nos seus tempos de colônia portuguesa.
Tenho que admitir que fiquei um tanto confuso com o barulho da rajada, pois não fiz uma relação clara entre aparentes sinônimos e situações similares, mas que questões temporais e estruturais denunciam as diferenças.
Estaria o meu questionador querendo saber de mim o que penso de um colonialismo estruturado a partir dos descobrimentos, que podemos também avaliar um tempo não de descobertas, mas sim de invasões, onde as motivações da busca de novos produtos mercantis e expansões religiosas acabaram por induzir com que povos, por meio da força e estratégias de corrupção se apoderassem da terra e da riqueza natural de outros povos, e ao retornarem à sua terra natal diziam ter descoberto novas terras, tal e qual como a população que lá estivesse também estivesse sendo descoberta como se fosse, em um primeiro momento uma espécie rara, e em um segundo momento, até como produtos?
Neste caso, haveremos depois que entender os processos de independência de forma diferente. No último dia 7 de Setembro, escrevi algo sobre a Independência do Brasil e fiz um rápido paralelo com o processo de Independência de Moçambique. Estou agora a falar de independências políticas, onde um povo, através dos seus líderes políticos e por movimentos populares, por vezes mais elitelistas, concluem que esta colonização deixou de fazer sentido, e isto por vários motivos.
Para alguns casos, até acreditam que nunca fez sentido, muito menos acreditar-se que se possa levar uma estrutura de colonização até meados do Séc. XX, onde a grande, mas muito grande mesmo, maioria de descendentes de nativos das colônias inglesas e portuguesas em África, as últimas a conseguirem as suas “alforrias”, eram claramente colocados pelos “moldes operantes” como inferiores em tudo. Como acesso à educação, como acesso à saúde, como acesso a empregos, especialmente em condições de igualdade, mesmo para aqueles que com grande esforço e através de pequenas brechas conseguiam atingir um bom nível de escolaridade.
Nestas colônias a luta e a conquista pela Independência foi muito em cima dos valores que se perderam e das humilhações que os colonizados passaram desde os tempos das “descobertas”. Só que uma parte de moçambicanos, já com outras descendências, mas também moçambicanos, acabaram por ficar em uma minoria e ainda empurrados por interesses menores por um processo estrutural extremamente complexo, que valeria um lençol talvez maior do que já vai aqui. Mas talvez tenha valor a leitura, com algum valor agregado para esta matéria, da Série "Moçambique – O meu Setembro de 1974".
Já nas Américas, os processos de Independências, nas sua grande maioria, como comentei no tal post sobre a Independência do Brasil, os movimentos vieram das elites. Os descendentes dos nativos quando participaram foram mais como fundo de pano. No Brasil, claramente os portugueses da colônia, para manterem os seus privilégios, decidiram-se tornar-se brasileiros e dar o Grito do Ipiranga usando a garganta de D. Pedro. Hoje, com pouquíssimo acesso a educação, os índios brasileiros são tratados como espécie em extinção, e alguns lugares, como peça de museu para serem visitados pelos turistas, e que para morarem nas terras que não podem ser invadidas por brancos (outras raças), se define os seus espaços por “reservas indígenas”. Afinal, quantos países temos no Brasil? Assuntos mal tratados na sua Independência que temos ainda reflexos nos dias de hoje. Na vizinha Bolívia, Evo Morales vem tentando recuperar as perdas que os povos indígenas sempre tiveram naquele país, e vem enfrentando grandes resistências das elites locais.
O Brasil tornou-se politicamente independente de Portugal, economicamente bem menos dependente deste, e em compensação automaticamente engravidou-se ainda mais economicamente à Inglaterra.
No Séc. XX, os tempos eram outros, tempos de Guerra Fria, tempos de Americanos e Soviéticos e mais um ou dois aliados de um lado ou do outro, e o resto bucha de canhão para estes brincarem de como evoluírem tecnologicamente. Tempos onde séries de TV como Guerra nas Estrelas eram o máximo. Brincadeiras, que embora com mudanças geopolíticas importantes nas últimas décadas, estão longe de acabar.
As lutas pelas independências no continente africano foram apoiadas pelo Bloco Vermelho, e o pós- independência ficou vinculado a estes países, política e economicamente.
O mundo viu a União Soviética ruir, a força dos conceitos capitalistas vingarem cada vez mais, a globalização dos tempos dos descobrimentos ficarem muito mais fortes no neo-colonialismo.
Por outro lado, o lado vil da globalização tem maltratado os países do terceiro mundo, e ajudado por estruturas corruptas, estruturas estas alimentadas pelo primeiro mundo, alimenta a lógica de muito colonialista convicto que o antigamente é que estava bom, sem mesmo se aperceberem que se há ainda hoje reflexos da sociedade de quinhentos anos atrás na sociedade atual, há situações geopolíticas e “geoeconomicas” não mais comparáveis.

domingo, 14 de setembro de 2008

Deu Vettel...e Massa !

Fonte da foto do Vettel: Site da Uol

Entre a briguinha do Hamilton e Kimi, deu Vettel, mas para os que disputam o título, deu Massa.
O alemão Vettel carimbou o que já vinha mostrando desde o ano passado, que é um potencial campeão.
O Hamilton, idem. Embora com uma grande diferença do Vettel, afinal tinha um extraordinário carro na mão, não se pode tirar-lhe a grande competência ao fazer uma grande corrida de recuperação, pois ao largar em décimo quinto lugar, só não conseguiu ultrapassar quem mais precisaria, o Massa, que ficou em um bom sexto lugar para este disputado campeonato, considerando queestava montado em uma Ferrari claramente menos equilibrada do que a McLaren.
Esta corrida chamou atenção em alguns outros aspetos. O Hamilton, que mostra cada vez mais competência ao volante, começa a mostrar uma outra característica que vi em um outro grande piloto, o alemão Schumacher. Quando ele entrava na pista se achava dono do espaço e que os outros se afastassem. Hoje o Hamilton, já em plena reta, jogou o Glock para fora da pista, tendo este sorte por não ter acontecido nada de mais grave, e mais tarde, de novo Hamilton, ao ultrapassar Alonso no meio da reta dos boxes, dá uma fechada no espanhol chegando a tocar na Renault. Sou torcedor do Hamilton, pela sua habilidade e por ter dado uma nova dinâmica à F1 que andava um tanto morna, mas a sua nova precipitação em Spa e o seu "choro" que veio a seguir e estas atitudes “shumacherianas” começam a me deixar com a pulga atrás da orelha.
Também vimos, por duas vezes, o Massa fazendo duas ultrapassagens que poderiam vir a ser questionadas, e por isso o mesmo deixou os adversários voltarem à sua frente. E o importante; mesmo que as regras, quando do "corta mato", agora tenham ficado mais claras no sentido que tenham que devolver a posição e só possam ultrapassar depois da curva seguinte, o Massa deixou os adversários voltarem à sua frente de forma clara, sem se manter em uma posição confortável para tentar uma ultrapassagem com vantagens após um “corta mato”, diferente do que aconteceu entre o Hamilton e o Raikkonen em Spa.
Pela forma madura que o Massa vem dirigindo, sendo ousado quando deve, e segurando quando deve, pois parece que sabe fazer contas sem ter que usar máquina de calcular, e sabedor quando a sua Ferrari está em desvantagem em certos circuitos em relação à adversária McLaren, vejo hoje o brasileiro como o maior candidato ao título de 2008. Mas há que ter que acreditar na equipe para fazer com que a baratinha vermelha volte a ser confiável, tanto no seu propulsor, tanto na sua capacidade de acertar o equilíbrio da mesma.

sábado, 13 de setembro de 2008

Hamilton X Raikkonen


Disse o Hamilton, nesta sexta-feira, 12/09/08:


“Bom, a única coisa que tenho a dizer é que o lance mostrou o estilo de direção do Raikkonen. Acontece que, se você não for homem o suficiente para fazer a freada mais forte, é problema seu. É em situações como essa que se vê qual piloto é mais confiante e tem mais coragem de colocar o carro na beira da pista. Eu sei que sou um ótimo piloto nessas condições. Sou mais confiante do que ele (Raikkonen) e sei onde devo posicionar meu carro em diferentes posições na pista. De fato, foi isso que eu fiz”.


Responde o Kimi ao saber da declaração do inglês:



“Não, não me importo. Ele tem a opinião dele, mas é simples analisar o que aconteceu: coloque um muro de concreto naquela chicane... ele nunca teria conseguido chegar ao primeiro lugar com essa barreira.”

Monza, promete! Daqui a umas horinhas começam os treinos oficiais.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Morales

Embaixador Philip Goldberg
Fonte da imagem: Portal Vermelho


Morales tem as suas razões para ter declarado o embaixador americano no seu país como "persona non grata" e expulsar este do território da Bolívia.
Afinal Philip Goldberg já tem um histórico de ter estado em lugares onde convulsões sociais que interessam aos USA aconteçam, e não deve ter sido casual que antes das manifestações violentas lideradas pelos governadores opocisionistas a Morales, Goldberg tenha se encontrado com o governador Costas do departamento (estado) de Santa Cruz, um dos opositores e lideres das violentas manifestações contra o governo Morales.
Não deixa de ser legítimo que os USA, em retaliação, tenham também mandado para casa o embaixador boliviano em terras do Tio Sam.

Ridículo ficou o discurso do Hugo Chávez, da Venezuela, quando para demonstrar apoio a Morales também mandou para casa o embaixador americano em terras venezuelanas. O apoio é legítimo, embora o mesmo também alegue, além do apoio a Morales, um suposto plano de assassinato à sua pessoa apoiado pelos USA. Se por solidariedade, mandar também para casa o embaixador, já acho um exagero, o discurso com o palavreado que usou para informar a expulsão, é mesmo de um insano que quer à força aparecer mais do que o próprio facto. Parecia uma criança cheia de ciúmes do amigo Morales por este, de forma serena, ter dado um estalo de luva de pelica a quem não está gostando de uma democracia que vem se instalando na Bolívia, mesmo que com alguns erros estratégicos e de execução.
Chávez é daquelas pessoas que calado já está errado e cria problemas até para os amigos. Quando abre a boca...



quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Steve McQueen, vrum, vrum...

Ontem, em visita habitual ao on the road again do Carlos Gil, curti bem as viagens musicais que ele tem feito à decada de 70. E veio-me à memória um dos filmes que mais me marcaram naqueles tempos, pois sempre fui apaixonado por automobilisimo, que foi o 24 horas de Le Mans, com Steve McQueen, que não só por esse filme é um dos meus preferidos das telas, sejam elas grandes ou pequenas.
E aí fechou. Como sei que o Carlos Gil também gosta de um "vrum, vrum", e está numa de nostalgia, aqui lhe ofereço uma preciosidade. O trailer do "Le Mans".

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chuing@ original

Fonte da Imagem: UOL


A IO andava a guardar a sua chuinga debaixo da carteira. Até aí tudo bem, mas andava a esquecer de tirá-la de lá e voltar a mascá-la.
Mas parece que arranjou uma quinhenta e comprou uma novinha e vem por aí a fazer bolas enormes.
Assim não há como não me sentir refortalecido, afinal foi ela a maior (ir)responsável por eu passar a ser mais assíduo na leitura disto de blogues, e ainda por cima tirar uma de esperto e um dia abrir o meu próprio espaço.
Minha bloguista, é mesmo bom te ter por aqui!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Brilhante Madalena


A Madalena do Chora que logo bebes, carimbou a Lanterna Acesa com um título de Brilhante Weblog, e deixou no seu espaço, para justificar tal "carimbo", palavras que me deixaram todo pomposo.
Pomposo mais fiquei ao ver quais as companhias que a mesma colocou à Lanterna quando vejo a lista completa que a mesma premiou com as suas carimbadas!
Madalena, hoje eu não daria este prémio a nenhum blog, mas daria sim a uma bloguista, a uma grande mulher, que dá uma lição de vida a muitos de nós, que dá pelo nome de Madalena.
Um beijo, S'tora !

domingo, 7 de setembro de 2008

7 de Setembro -Independência do Brasil

Bandeira do Império, 1822
Fonte da Imagem: História da Bandeira Nacional
Hoje, Dia 7 de Setembro, festeja-se a Independência do Brasil. Neste dia acabo sempre por fazer algumas comparações com o processo que por aqui houve e pela a que eu acompanhei ao vivo, pelo menos parte dela, em uma outra colônia portuguesa, até meados do Séc. XX, que foi a de Moçambique.
No Brasil, o processo de emancipação começou, mais efetivamente, 14 anos antes do famoso grito de Independência ou Morte de D. Pedro, às margens do riacho Ipiranga.
Até ali movimentos populares e republicanos, normalmente com maiores preocupações regionais, foram dominados pelo governo monarquista onde os aristocratas e intelectuais envolvidos eram sempre penalizados de forma mais leves do que os qualificados em classes menos favorecidas na sociedade de então.
No Brasil, em uma análise fria, a Independência de 7 de Setembro foi estruturada por uma maioria de descendentes de portugueses, porque não dizer de portugueses, da aristocracia rural cá da terra de uma forma que se garantisse as regalias dos mesmos, onde o escravismo e o latifúndio eram a grande fortuna, e para isso o melhor caminho era deixarem de serem portugueses para passarem a serem brasileiros, onde além da população menos favorecida ter ficado de fora do movimento, a não ser para o de sempre nestas ocasiões, que é o de ser pano de fundo, os nativos cá do sítio ainda hoje lutam para poderem definir qual são as suas áreas para sobreviverem, chamadas de “ reservas indígenas”.
Ainda assim, havia um povo por trás, que queria, e quer sim, fazer deste um grande país, e vem de degrau em degrau construindo-o, quebrando os velhos costumes, os sistemas dos velhos coronéis, e colocando este País no lugar que merece.
Já Moçambique, uma Independência que acompanhei parcialmente, foi sem dúvida alguma muito mais estruturada por gente descendente de nativos daquele continente, mesmo que também apoiados por gente que por muitos poderiam ser vistos como colonizadores.
A dificuldade de se ver tanto num como em outro, uma Independência para todos, é difícil nos seus primeiros anos.
Mas há, sem dúvidas, como se tirar lições nos dois distintos processos de autonomia destes dois países, e creio que Moçambique, e não só, poderá tirar vantagens da História do Mundo.
Contudo, hoje os parabéns são para Brasil, embora utopicamente sonhe sempre com um mundo sem fronteiras e que as lutas se restrinjam e tenham ainda maior foco nas questões sociais.