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“Os homens mais respeitados não são sempre os mais respeitáveis.” Marquês de Maricá (1773-1848), político carioca.
Fonte da foto: Água Lisa
Fonte: cnet news
Fonte da imagem: Panorama.it
O Brasil tem um histórico de dar exílio a tudo que é perfil de político que tem que sair do seu país. A legislação deste país faz com que assim seja o comportamento jurídico, um tanto independente das lideranças políticas que estão em Brasília.
Foi assim com o anarco-sindicalista portugês Edgar Rodrigues, que para fugir do regime do Estado Novo português exilou-se no Brasil em 1951, quando este país era governado pelo então nacionalista Getúlio Vargas; aconteceu com Marcelo Caetano, ditador português após a Revolução de 25 de Abril de 1974, aqui exilado de
Hoje passamos pelo polemico caso do exílio dado pelo governo brasileiro ao ex-terrorista italiano Cesare Battisti, onde se quer caracterizar a decisão como sendo política.
Tirando a gafe do Tarso Genro, Ministro da Justiça, que teve a sabedoria de avisar antecipadamente o Embaixador italiano em Brasília da decisão do Ministério da Justiça brasileiro em dar a condição de exilado político ao Cesare Battisti, mas que não fez o mesmo com o seu colega Celso Amorim, Ministro das Relações Exteriores, esta configurado por todos os grandes juristas brasileiros, independente se mais à direita, ou se mais à esquerda, que a decisão está totalmente baseada na legislação nacional. Os questionamentos contra a decisão que vêm de fora, e os que se ouvem aqui dentro são em cima de ponderações que gostariam que se colocassem, ou políticas ou humanas.
E se um Ministro tomasse decisões políticas e subjetivas não passaria a estar acima das leis? Não passaríamos a ter um sentimento de estarmos a viver dentro de uma ditadura? Vamos agora culpar o PT do Lula e do Tarso por cumprirem a lei ?
Pergunto se a Itália teve a mesma reação diplomática, até um certo ponto compreensível, com a França quando em 1991 este seu parceiro europeu negou o pedido de extradição feito pela Itália deste ex-terrorista? E quando só em 2004 vem a ser preso em território francês, acaba por ser solto por pressão de intelectuais franceses, e acaba por fugir para o Brasil por perceber que o então presidente francês Jacques Chirac começa a entrar na onda de ceder ao pedido de extradição italiano?... Não soube de ameaças diplomáticas italianas contra a França, nem em 1991, nem em 2004, além de um descontentamento natural por não terem alinhado com uma decisão da Itália, e dizem que da grande maioria dos italianos.
Entendo a frustração que a Itália possa estar passando pela decisão que o Brasil tomou, mas os italianos devem muito respeito ao Brasil pela representatividade que este país tem quanto à História do seu país, ainda que o outro lado da moeda também seja verdadeiro, e precisam separar decisões políticas com questões jurídicas de cada país. No máximo que se pode questionar é a legislação, e a possibilidade de se fazer rever a mesma. Mas lembrar que, neste caso, isso é papel dos legisladores brasileiros, não querendo dizer que não se possa, ou se deva, ouvir o que os outros têm a dizer.
Depois das árduas negociações dos últimos anos, onde o pragmatismo, mais do que a vontade política de ambos os lados, Israel retirou-se da Faixa de Gaza. A colónia Netzarim (
Passo a passo, com muitas dificuldades foram se trocando terras e prisioneiros, e se notando alguns avanços em direcção à Paz.
Infelizmente, interferências religiosas do movimento armado do Hamas resolveram seguir outro caminho, e distanciaram-se desta linha pragmática, adotando o radicalismo religioso nos moldes do Hisbollah e governo iraniano. (Tal como no Iraque os Xiitas e Sunitas se combatem pelo poder e influência religiosa.) De um dia para o outro o mundo viu as imagens do Hamas e Fatah em guerra interna, num país que ainda não saiu do papel, (por muita culpa também de Israel), e já têm na sua História um golpe de estado e uma mini guerra civil entre Hamas e Fatah. A partir desse dia, a Palestina passou a estar de facto dividida em duas partes físicas e político-sociais. De um lado o pragmatismo e do outro, o mais do que conhecido naquela região, o extremismo religioso.
Na semana que Israel devolveu mais dois ônibus com prisioneiros ligados à Fatah, o Hamas sentiu a pressão da critica da “boca das ruas”, que percebiam que ao contrário do outro lado da Palestina, os seus filhos não estavam sendo soltos. O Hamas ao se sentir aos olhos da população como sendo o culpado do isolamento do povo que naquela faixa de 362Km2, tem 47% da população sobrevivendo com menos de 2 USD por dia, resolveu nos moldes típicos das ditaduras que se prezem, reavivar o inimigo comum, neste caso Israel, para unir o povo descontente e desviar as atenções deles (Hamas), um dos maiores culpados da situação em que o seu povo se encontra nos dois últimos anos.
Dentro dessa táctica maquiavélica, cancelou unilateralmente, contra os desejos do Governo da Autoridade Palestina, com o acordo de cessar fogo. Pondo fim ao dialogo, dando voz às armas e populismo político-religioso.
O Hamas na verdade nunca respeitou 100% este acordo de cessar fogo, porque a Faixa de Gaza é um amontoado de Clans, grupos religiosos e políticos com os seus braços armados, interessados na guerra e não na paz. O controle do mercado negro e os seus túneis de abastecimento, usados não só para contrabando de produtos de alimentação, energia e saúde básicos, como principalmente para o tráfico de armas. Não é só uma ótima fonte de renda, como também a forma de acumular poder e influência política e religiosa dentro da Faixa de Gaza. Ou seja, o Hamas é um polvo com vários braços que se movem independentes da cabeça, que já por si só, prega a altos berros que jamais reconhecerá o direito de sobrevivência do Estado de Israel.
Enquanto fanáticos como Mahmud al-Zahar do Hamas, Hassan Nasrallah, líder do também radical Hezbollah no Líbano - auto-denominado Partido de Deus (?!) - e o governo Iraniano sempre activo nos bastidores políticos da região, continuarem minando o pragmatismo e política de concordância, necessária para negociações minimamente prósperas, a Paz não chegará tão cedo ao Médio Oriente.
Nisar Rajan (um dos líderes militares do Hamas, morto na actual invasão israelense junto com as suas 4 mulheres e três dos seus filhos), já havia perdido antes um outro filho. Nota: ele enviou o seu filho, (ao invés de ir ele mesmo), com explosivos para o “paraíso dos mártires” numa missão contra Israel.
(Não sou e jamais serei santo, mas quando a minha hora chegar, prefiro ir para outro paraíso que não esse dos “mártires”. Onde o sangue de inocentes civis parece ser o pagamento da passagem para se chegar a ele.)
Desde que Israel abandonou a Faixa de Gaza em 2005, o Hamas e seus incontroláveis subgrupos, inclusive durante a dita “pausa” agora quebrada, lançaram cobardemente de escolas, mesquitas, e edifícios não militares, ao invés de escolherem os campos baldios, mais de 50 000 raquetes Kassam para as cidades vizinhas israelenses. Enviando de lugares civis esses foguetes, esperavam poder provocar ataques israelenses e criar assim novos mártires a serem usados na manipulação político-religiosa interna. Ao dispararem a esmo nem direcção de alvo controlada, como o Hamas e Hezbollah o fazem, a intenção de aniquilar seja quem for do outro lado da fronteira, (inclusive árabes-israelenses), está mais do que clara.
Os foguetes cobardes dos radicais, obrigaram os moderados israelenses a se calarem, e são a comprovação que os radicais israelitas necessitavam. Dando assim a justificação ao mundo que se depender da intenção desses grupos islâmicos radicais, e eles tivessem bombas ao invés de Kassam, Israel já não existiria há muito tempo. O que fica difícil para o resto do mundo negar. Afinal qualquer país do mundo não aceitaria calado, 50000 ataques de foguetes lançados sem eira nem beira, em plena fase de conversação e diálogo.
No futuro das crianças da Palestina e Israel, nenhum destes lideres radicais de ambos os lados, pensa na hora de negociar. Tudo que querem é instalar na Palestina mais uma País de Ditadura Islâmica, nos moldes do Irã e Afeganistão de há dez anos atrás, e em Israel outros defendem a Grande Israel, num sistema de “apartheid”, nos moldes da antiga África do Sul.
É uma vergonha para a Humanidade, saber que em algumas cidades e vilas de Israel, as crianças há mais de 8 anos aprendem, antes de aprenderem a ler, onde estão os “bunkers” de protecção anti-Kassam, que são quase tão numerosos como os pontos de ônibus espalhados nessas cidades fronteiriças. Crianças que tal como as da Palestina, não têm culpa da guerra nem dos preconceitos dos adultos, mas crescem com traumas, medos e são fruto de doutrinas de ódio. Onde se ser criado para a vida em paz, ainda não é um direito adquirido, e o ódio, um dever a ser exercido.
Não devemos esquecer que Israel perdeu muitos anos e possibilidades de ter negociado com a ex OLP , grupos e outras pessoas em várias mesas de negociações mundo afora. Tivesse Israel há anos realmente a vontade de aceitar o Mapa da Palestina reconhecido pela ONU, com uma supervisão de fronteiras por parte de tropas da ONU, muito provavelmente esta guerra já só seria parte do passado vergonhoso da História da Humanidade, que lembraríamos sem saudades.
Devido a essa má vontade, que mais do que nunca ficou provado ser um erro Histórico, deu força ao radicalismo religioso. Hoje, lamentavelmente, levando-se em conta que agora têm um vizinho como o Hamas, gritando a toda a hora em cima do muro que não vai parar enquanto não os aniquilar, fica difícil para qualquer grupo moderado de Israel, político ou religioso, de convencer os radicais religiosos e militares dentro das suas fronteiras, que se tem que conversar e negociar com a Autoridade Palestina de uma vez por todas, uma política de boa vizinhança que traga em futuro próximo a Paz duradoura.
O que é certo é que não há mais tempo para se falar dos culpados de ambos os lados. É chegado o tempo de se comemorarem novos líderes e de dois povos vizinhos, que saiam para rua cobrando das suas lideranças o não às armas, e o sim ao diálogo.
Nesta guerra onde os meios usados por ambas as partes, há muito que não justificam os fins. Pelo contrário, os meios vêm traindo os fins. Os pais dos dois Povos historicamente vizinhos e irmãos, cansados de serem manipulados por lideres ortodoxos e radicais, merecem como todos os pais do mundo, ver suas crianças crescendo num futuro sem ódios.
Plageando e adaptando as palavras do grande pacifista, M.Gandhi, eu diria; A Paz não é só o caminho, é a única solução e um direito dos povos Palestino e Israelense!
O jornalista e autor Akbar Ganji que participou activamente na revolução religiosa do Irão em 1979 e foi membro da temida Guarda da Revolução Islão, viveu bem os interiores da Hipocrisia da Máquina do Terror em nome de Deus. No acto de auto-critica e muita coragem publicou um livro que denunciou os horrores perpetrados por vários líderes religiosos, como Ali Akbar Hashemi Rafsanjani. Por esse acto de coragem, Akbar Ganji se transformou no dissidente e preso político mais conhecido da ditadura religiosa daquele país.
Com as palavras dele termino este artigo porque me mostram que o ser Humano pode aprender de erros passados se assim quiser. E acima de tudo, inclusive da própria Fé, com bom senso e tolerância, aprenderá a respeitar a Paz entre os Povos.
"A ideia de que alguma religião ou que alguma especificação cultural local, possam tornar obsoletos ou impraticáveis alguns direitos humanos, não deve ser aceite por ninguém. Pois ela apenas serve para os déspotas justificarem o seu despotismo. "
Foto 1 - Criança israelense colecionando restos de mais de 50 foguetes. Fonte, site Abril.com
Foto 2 - Uma das crianças palestinas vítimas da guerra entre o Hamas e o Estado de Israel. Fonte, AFP (Google).
"O Hamas é um prisioneiro de uma lógica do ódio, e Israel da crença de que a melhor resposta ao ódio é a força."
Comentário meu: Até hoje fico na dúvida de quem nasceu primeiro; se foi o ovo ou a galinha. Mas que a colocação do Padre Federico Lombardi não estará de todo equivocada, não estará.

Crónica, em formato de carta, de António Maria Gouveia Lemos
Minha querida amiga
Meu querido amigo
Neste Ano o Lanterna Acesa tem sido um Porta-Voz intercontinental dos meus pensamentos e opiniões.
Por isso nada mais justo do que vir aqui uma ultima vez, neste ano de 2008.
Quando crianças não nos cansávamos de perguntar aos nossos pais, "quantas noites temos que dormir antes de podermos abrir os presentes?". Hoje basta fechar os olhos uma vez, e o Novo ano já se transformou
Ao nos percebermos como o tempo depois de uma certa idade passou a correr, não nos devemos entristecer. Pois isso não segnifica somente que estamos envelhecendo, e sim, que temos mais consciência e experiência sobre o Ciclo da Vida
Existem várias vantagens em não se ser criança, se não deixamos o Sonho morrer. Depois de tantas Primaveras e Invernos vividos, aprendemos que;
Não só na época natalina se recebe ou se dá presentes.
Que o garoto ou garota, que um dia no intervalo do infantário se negou a brincar conosco, talvez amanhã seja o nosso grande amor, ou simplesmente nos deixou espaço,
para que encontrássemos o verdadeiro amor.
Lembram-se como foi difícil aceitar a perda do primeiro amor? E no entanto hoje, sabemos que depois que um amor termina, não é o fim da vida, e sim o primeiro passo para uma nova vida. Saber disso, já é fantástico, afinal significa que na realidade o Amor não tem fim. Ele, como tudo na vida, só se transforma.
Hoje também já aprendemos que os momentos difíceis nos ensinam a valorizar e apreciar, por mais pequenos que sejam, os bons momentos que antes não podíamos ver.
Como se costuma dizer, e nós finalmente deveríamos ouvir e aprender; Depois da escuridão da noite, sempre haverá um nascer do sol.
...
Tal como o Bob Marley disse;
„...Get up, stand up: dont give up the fight!
Preacherman, dont tell me,
Heaven is under the earth.
I know you dont know
What life is really worth.
Its not all that glitters is gold;
alf the story has never been told:
So now you see the light, eh!
Stand up for your rights. come on!
Get up,
stand up: stand up for your rights!
Get up, stand up: dont give up the fight!
...“
Soa patético o que eu vos escrevo aqui, mas na verdade só vos quero lembrar, que não importa como o ano 2008 rolou. São os altos e baixos da vida, que nos mantêm vivos.
Se não fosse assim, a nossa vida só seria um inferno ou uma monotonia sem fim, que nenhum de nós poderia suportar.
Este ano que chega ao fim, mais uma vez me confirmou que o maior tesouro que carregarei com o maior prazer para 2009, são as velhas e novas amizades que me unem a pessoas, que sem elas, eu não existiria.
A todos elas, o meu muito obrigado pela vossa amizade, que é o presente que sempre mais desejei.
Desejo a todos vocês, e vossas famílias e amigos, umas Lindas e pacíficas Festas!
Saúde, Amizade e realização de muitos Sonhos que mantêm vivo o espírito de criança dentro vocês, se realizem em 2009.
Cuidem-se bem, pois vocês merecem ser felizes!
Abraços com carinho
António Maria G.Lemos
Foto 1 - Praia da Rocha / Arco Íris
Foto 2 - Intercultura SW Klein
Zumbi dos Palmares
Esta semana tivemos, no Brasil, o Dia da Consciência Negra A 20 de Novembro se homenageia Zumbi dos Palmares, um herói brasileiro, símbolo da resistência negra à escravatura.
Herói digo eu, possivelmente mais um bom número de brasileiros conscientes que não existem só heróis que lutaram pela Independência ou pela República.
Zumbi (Francisco) é referência da resistência contra a escravatura, e como tal libertou muitos escravos e deu guarita, através da sua liderança, a muitos “fujões” no Quilombo dos Palmares. Ainda assim, mesmo havendo feriado em mais de 300 Municípios do país e haver um projeto para que seja declarado Feriado Nacional, desconheço que Francisco “Zumbi” seja visto formalmente como um herói nacional.
E fico eu aqui imaginando como viria o Zumbi esta questão das “cotas” para negros nas universidades brasileiras. Saiu esta semana uma pesquisa da DataFolha sobre este tema onde demonstra uma confusão na cabeça dos brasileiros sobre o tema. Talvez a confusão nas resposta já esteja a insegurança entre o racismo desta sociedade com a consciência de que ser racista não é um sentimento racional. Mas vejamos:
51% a favor das vagas para negros por cotas
86% concordam que as cotas deveriam beneficiar pessoas de baixa renda / pobres
53% acham que o sistema de cotas são humilhantes para os negros
62% acham que são fundamentais para ampliar o acesso a toda a população
62% acham que elas podem gerar atos de racismo.
Há aqui uma análise mais científica destes dados, mas a minha consciência e o que pouco conheço deste país, faz com que eu não tenha dúvidas que as cotas são um erro social, tanto no que envolve a ”luta do Zumbi”, como a injustiça social deste grande país. Grande
Um dia já detalhei mais sobre o porquê não concordo e porque vejo que se pode ampliar o acesso à universidade a todos de uma forma muito mais justa, aqui.


Moçambique é mesmo maningue nice! E o Sukuma transpira a simpatia do povo moçambicano nos seus clips e nos seus shows..
Fico pensando cá comigo como a música e os músicos moçambicanos são pouco trabalhados no mercado brasileiro. Duvido que um Sakuma, na mão de um competente organizador de eventos nestas terras "brasis", com um bom trabalho de divulgação, não encha umas boas casas de espetáculos nas principais capitais deste país, que tanta ginga africana tem. Diria o mesmo para a divulgação e comercialização da música moçambicana em CD /DVD.
Moçambique......................... Wulombe (em dupla com Elizah)
Felizminha (Ao vivo)...............Ginani/Muliba (Ao vivo)
Dr. Marvin - Fandango, Alfaia e Barreado
Fandango em versão "Pop"
Grupo Pôr do Sol - Marinheiro
Fandango no seu formato original