terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Natal e um Lindo e Próspero 2009!


Crónica, em formato de carta, de António Maria Gouveia Lemos


Minha querida amiga

Meu querido amigo

Neste Ano o Lanterna Acesa tem sido um Porta-Voz intercontinental dos meus pensamentos e opiniões.

Por isso nada mais justo do que vir aqui uma ultima vez, neste ano de 2008.

Quando crianças não nos cansávamos de perguntar aos nossos pais, "quantas noites temos que dormir antes de podermos abrir os presentes?". Hoje basta fechar os olhos uma vez, e o Novo ano já se transformou em Ano Velho.

Ao nos percebermos como o tempo depois de uma certa idade passou a correr, não nos devemos entristecer. Pois isso não segnifica somente que estamos envelhecendo, e sim, que temos mais consciência e experiência sobre o Ciclo da Vida

Existem várias vantagens em não se ser criança, se não deixamos o Sonho morrer. Depois de tantas Primaveras e Invernos vividos, aprendemos que;

Não só na época natalina se recebe ou se dá presentes.

Que o garoto ou garota, que um dia no intervalo do infantário se negou a brincar conosco, talvez amanhã seja o nosso grande amor, ou simplesmente nos deixou espaço,

para que encontrássemos o verdadeiro amor.

Lembram-se como foi difícil aceitar a perda do primeiro amor? E no entanto hoje, sabemos que depois que um amor termina, não é o fim da vida, e sim o primeiro passo para uma nova vida. Saber disso, já é fantástico, afinal significa que na realidade o Amor não tem fim. Ele, como tudo na vida, só se transforma.

Hoje também já aprendemos que os momentos difíceis nos ensinam a valorizar e apreciar, por mais pequenos que sejam, os bons momentos que antes não podíamos ver.

Como se costuma dizer, e nós finalmente deveríamos ouvir e aprender; Depois da escuridão da noite, sempre haverá um nascer do sol.

...

Tal como o Bob Marley disse;

„...Get up, stand up: dont give up the fight!

Preacherman, dont tell me,

Heaven is under the earth.

I know you dont know

What life is really worth.

Its not all that glitters is gold;

alf the story has never been told:

So now you see the light, eh!

Stand up for your rights. come on!

Get up,

stand up: stand up for your rights!

Get up, stand up: dont give up the fight!

...“

Soa patético o que eu vos escrevo aqui, mas na verdade só vos quero lembrar, que não importa como o ano 2008 rolou. São os altos e baixos da vida, que nos mantêm vivos.

Se não fosse assim, a nossa vida só seria um inferno ou uma monotonia sem fim, que nenhum de nós poderia suportar.

Este ano que chega ao fim, mais uma vez me confirmou que o maior tesouro que carregarei com o maior prazer para 2009, são as velhas e novas amizades que me unem a pessoas, que sem elas, eu não existiria.

A todos elas, o meu muito obrigado pela vossa amizade, que é o presente que sempre mais desejei.

Desejo a todos vocês, e vossas famílias e amigos, umas Lindas e pacíficas Festas!

Saúde, Amizade e realização de muitos Sonhos que mantêm vivo o espírito de criança dentro vocês, se realizem em 2009.

Cuidem-se bem, pois vocês merecem ser felizes!


Abraços com carinho


António Maria G.Lemos


Foto 1 - Praia da Rocha / Arco Íris

Foto 2 - Intercultura SW Klein

7 comentários:

Zé Paulo disse...

António MAria,

Prepotentemente tenho a certeza que sou um dos destinatários desta carta.
Agradeço-te por isso. Como agradeço que a vida tenha feito que as nossas (vidas) tenham-se cruzado de forma tão estreita, e que eu tenha podido sempre trocado energias e aprendido contigo.
Quando eu crescer quero ser como tu.
Um beijo, uma Noite de Natal em Paz, e um 2009 ao teu gosto.
Do teu irmão.

Zé Paulo

Anônimo disse...

Idem, meu irmão, idem!
Obrigado por poder usar a tua plataforma, como uma sala além mar, que posso entrar qualquer hora, e desabafar minhas opiniões.
Longa vida para ti, os teus, e o Lanterna (sempre) Acesa.

Beijos

Madalena disse...

Querido Zê Pê, não podia deixar de vir até aqui para te deixar um recadinho daqueles que soando a patético, como diz a carta do teu irmão, soa também à verdade que anda cá dentro dos nossos corações. Essa é que é essa: fazemo-nos todos muito racionais, mas no fundo esta época desperta em nós o desejo sincero de ver toda a gente feliz.
Este desejo é muito mais fraterno do que se pode julgar numa qualquer outra altura do ano. O melhor para ti e para os teus. A saúde é como a baze das pizzas: é o que suporta toda e qualquer fantasia. Um beijo, um abraço, uma ternura extra própria da época.

DigitalnoIndico disse...

Muito bonita e profunda a mensagem k nos deixaste Tó. E, ainda, lindas são as vossas trocas de ternura e, para histórias bonitas não há ponto final!
Deixo-vos tambem aqui a minha ternura, com votos de um bom e grande 2009. Xi coraçao
Ana
P.S. Notícia triste: Não sei se já tiveram conhecimento, o Dr. Domingos Arouca faleceu ontem em casa.

Zé Paulo disse...

Madalena,

Ando arredio com estas coisas de "blogues" e só hoje percebi a tua mensgem. Mensagem, como sempre, cheia de boa energia. Obrigado e recebe também a minha torcida de um super 2009, para ti e teus.
Beijos.
Zé Paulo

Zé Paulo disse...

Minha querida Ana,

Um ótimo 2009 também para voces.
Obrigado por vires aqui deixar os teus votos de "Boas Festas".
Beijos,

Zé Paulo e turma

PS: Desconhecia a triste notícia do desaparecimento deste grande Moçambicano(Estive fora desde o dia 31 até onte, 04/01). Torcer para que a política deixe, pelo menos depois de morto, que o mesmo seja mostrado de forma transparente, para todos os moçambicanos, o grande Moçambicano que foi.

Anônimo disse...

Dizem que são a dinâmica de grupo a culpada de tantas horrores na História Humana. (Vide Alemanha Nazi, Afeganistão, Irã, etc.etc..) No entanto há Homens que nessa mesma História provaram que só quem tem espírito de ovelha é que segue cegamente o carneiro da trupe, abdicando do seu próprio pensar.

Moçambique perdeu sem dúvida um Grande Homem. O Homem Domingos Arouca nunca se deixou levar por populismos ou extremismos, que de tempos em tempos, são moda em Moçambique.

Que descanse em Paz, e a História do país que ele amou, o relembre sempre com a virtude e valores que sempre defendeu.

António Maria