quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Birmânia, Burma, Mianmá... e Liberdade?


Fonte da Imagem: flickr


A Birmânia tem uma história de luta. Passa um longo período de colonização britânica, alia-se aos japoneses na II Guerra Mundial na tentativa de sacudir das suas costas os seus colonizadores trazendo para dentro do seu território grande batalhas, conseguindo tornar-se uma república independente em 1947.
Em 1962 sofre o primeiro golpe de estado e assume o ditador, General U Ne Win que veio a cair em 1988 devido a grandes protestos populares. Mas ainda nesse ano um outro golpe de estado faz renascer a ditadura através do General Saw Maung. Hoje, o país que tem aproximadamente 47 milhões de habitantes, é governado por uma violenta e ditatorial junta militar que reage a qualquer tentativa de questionamento, individual ou de grupos organizados da sua sociedade, em relação à postura e decisões na governação do país. Reage violenta e covardemente, com prisões, torturas, com tiros em manifestantes, digo manifestantes, estes sem armas, nem mesmo pedras ou mesmo as mais rudimentares armas que se possa imaginar...na verdade pensam, e por isso questionam!
Em Mianmá existe o trabalho escravo de forma oficial, onde crianças a partir de 10 anos fazem parte dessa mão de obra, isso quando as famílias não conseguem pagar um imposto para que possam fazer as mesmas escapar de trabalhos como o de reformas de estradas.
Em Mianmá, ex-Birmânia, explodiram recentemente manifestações devido ao aumento dos combustíveis e da Cesta Básica, mas a maior luta de muitas décadas daquela população é pelas liberdades básicas que qualquer ser humano tem o direito de ter, como o de pensar, de questionar até mesmo quando estiver errado em relação à “lógica inversa”.
Em Mianmá temos ainda a grande lição de como a religião pode trabalhar em favor da razão sem alimentar canhões, mas sim convicções.
Que a luta e a união que vemos em Mianmá não seja em vão, nem para o seu povo nem para todos os povos que estão passando por situações similares neste nosso planeta.









Post inserido na campanha "Free Burma, One text for Burma", inscrito aqui com o número 2832!

3 comentários:

Antonio Lemos disse...

Eh o absurdo que o mundo finge nao ver, principalmente o aliado de Burma, a China. Eh a covardia humana, tipica em estados totalitarios, os homens "maezinha quando for grande quero ser home", mostram a sua falta de caracter e o que segnifica ser um Homem de verdade.

Antonio Maria Lemos

Anônimo disse...

Miama foi um nome criado por ditadores, para um Estado ficticio. Eu continuarei chamando o nome que os proprios cidadoes continuam chamando: Burma Livre!

Anônimo disse...

Tristeza é o que sinto.
Força, pela luta pacifica de um povo,continuando que seu Mestre Gandhi, provou que é possível!
Orgulho por haver ainda seres humanos capazes de lutarem desta maneira!
E vergonha, por outros serem o oposto.