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domingo, 2 de novembro de 2008

Premio Dardos


A Madalena constantemente acerta-me com uns dardos envenenados de carinho. Agora criaram mais um prêmio, desses que correm de mão em mão dos bloguistas a distribuí-los entre si. E tenho, mais do que a honra, a felicidade de ser mais uma vez um dos alvos de uma pessoa por quem curto um grande carinho e admiração.
Nem sempre sou de levar em frente estas correntes de premiação, mas especialmente hoje estarei atirando os meus dardos a outras pessoas, se levando também em conta as afinidades pessoais, levando mais em conta o que leio nos seus espaços.

Começo por retribuir o premio à Madalena do Chora que logo bebes, pela afinidade, pela doçura das suas crônicas, e pela constante luta pela sua classe, a dos professores, e educação em terras Lusitanas.
À Isabella, do Chuinga, a minha bloguista, que por vezes gosta de nos dar uns sustos quando ameaça largar estas coisas de blogar, mas já vai, para nossa felicidade, na sua 7ª. Versão do seu competente Chuinga, há 4 anos.
Ao Carlos Gil, do on the road again, que tem xicuembo no seu teclado, que se enerva facilmente quando a tolice está-lhe óbvia, com quem tenho um grande prazer de não só trocar idéias, mas também de trocar algumas recordações da nossa juventude, em especial carros e música.
À Ana, do Digital do Índico, que tanto representa na minha fase de vida internauta, pois foi a primeira pessoa com quem tive contacto em Moçambique via um fórum na internet, em 1996, e que acabamos por desenvolver uma rica amizade. Hoje, através do seu espaço, promove Moçambique com belas imagens.
Ao João Tunes, do Água Lisa, que se conseguiu zangar-se comigo por causa de algo que jamais me chatearia com alguém, que é o futebol, tenho no seu espaço um dos melhores caminhos para me manter sintonizado com a política portuguesa, nem que por ali seja pelo menos um motivo para me aprofundar na pesquisa de um tema por ele colocado. Temas de hoje, temas de ontem, mas sempre atuais, é o que João Tunes nos oferece com regularidade.
Ao JPT, do Ma-schamba. Pode parecer esquisito passar-lhe um “dardo” quando este decidiu não mais regar a maschamba. Não pretendo aqui dar “homenagens póstumas”, tenho é esperanças que o JPT volte atrás. Se ele e eu não temos muitas afinidades, o Ma-schamba sempre foi uma forma de me manter próximo dos eventos culturais, em especial ligados à literatura, que se passam em Maputo.
À Micheliny Verunschk, poetisa brasileira, responsável pelo espaço Ovelha Pop, que depois que me fez uma entrevista, passei a acompanhar mais de perto o seu trabalho, e tive assim a oportunidade de conhecer uma pessoa com um nível intelectual, misturado com uma sensibilidade, que só podemos desejar que mais seres humanos os tenham.
Ao Jaime, do Forever Pemba, que no seu espaço reúne tanta informação do nosso Moçambique. Admiro a sua paixão por Pemba, tanto quanto admiro a sua retidão e transparência de posicionamentos.
Ao Paulo Granjo, do Antropocoiso, um dos poucos espaços onde consegue-se pensar diferente do “dono” do lugar e não se sair ao estalo. O Paulo, andando entre Moçambique e Portugal, faz por mim o que não consigo fazer, e vai-me passando, na sua forma de “fotografar”, o que se vai passando naquelas terras.

10/11/08 - Fui hoje alvejado por mais um Dardo. Agora da minha querídissima Theo. Por lá distribui a Theo outros Dardos para gente muito boa.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ainda na regulamentação dos blogues...


Distribuem-se selos de garantia !

Adenda: Não se acanhem. Peguem quantos selos acharem necessários. É de borla!

sábado, 4 de outubro de 2008

Regulamentação dos blogues

Fonte da Imagem: Frenesi
Faz algum tempo que apareceu um debate sobre a necessidade de se regulamentar os blogues. Manias que me parece que começaram ali pelos Estados Unidos, mas que ultimamente em Portugal aumentou-se o tom e ganhou por lá alguns defensores, que parecem mesmo quererem pousar de “vanguarda”.
Justificam a necessidade desta regulamentação por serem os blogues um meio de comunicação social, e como tal, normas, regulamentos no pessoal.
Há quem não concorde, pois vê nos blogues um lazer, uma forma de estar nas horas vagas, algo similar aos velhos diários de adolescentes mais românticos.
Na verdade quando um e outro se colocam nestes dois extremos já estão ambos errados, porque há de fato os blogues para as horas vagas, como é o caso do meu, o caso de crianças que desenvolvem a sua criatividade com as suas interessantes estórias e interpretações infantis – imaginem só regulamentar estes blogues! – e existem também os blogues de gente profissional, ligada a instituições jornalísticas que estão hoje vinculadas a grandes empresas “web”.
Quererem regulamentar blogues da criançada e /ou adolescentes, é querer ser mais infantis do que eles próprios. Quererem regulamentar blogues com o perfil do Lanterna Acesa, que não tem nada de profissional, que por mais que esteja através desta fenomenal rede mundial deixando as minhas visões de vários temas,... - podem mesmo chamar a isto de comunicação social, pois a rede deve mesmo ser o mais socializada possível, como o telefone o é, e deveria ser mais, e teve um impacto tão grande quanto a internet em questão de facilitar a comunicação entre as pessoas quando a descoberta do Graham Bell foi colocada em prática – ...vão regulamentar o quê? Tentarem substituir os meus pais naquilo que não me conseguiram fazer ser um bom menino? Se eu falhar com as leis vigentes no país onde pago os impostos, que a polícia caia em cima de mim.
Já para os jornalistas e/ou cronistas ligados a instituições empresariais, já têm eles os seus sindicatos para os regulamentar, além dos seus patrões para os chatear, pressionados pelos seus clientes.
Como diria um velho tio: “Meus queridos, vão dar uma volta!
05/09/08 - Deixei um comentário no
on the road again do chamuar Carlos Gil, no post chamem a polícia... que eu não pago! , que achei aqui reproduzir. Interessante é que quando dei o "enter" no meu comentário, lá estava, ainda quentinho, um comentário de um dos defensores lusos da tal regulamentação. O gajo estava chateado com o posicionamento do Carlos Gil. Defende ele o direito à diferença, mas parece que fica chateado quando os outros pensam diferente dele. Mas o comentário que lá deixei, trancrevo então, abaixo:
Eu ainda ando atrás do que este pessoal anda mesmo querendo. Se será autopromoção, censura regulamentada, ou são aqueles que não sendo jornalistas profissionais, ou pseudo jornalistas/ cronistas frustrados, atingiram nos contadores de visitas dos seus blogues um número que para eles é razoável para regulamentar uma nova profissão, remunerada ou com potencial de remuneração, e que para isso haja um orgão que defina o que é ser um bloguista (blogger!) e as suas obrigaçoes morais perante a sociedade...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Lanterna Acesa em boa companhia


Fui, há semanas atrás, entrevistado pela simpática Micheliny Verunschk, e foi editada esta para fazer parte de uma reportagem denominada “As Grandes Navegações”.

Esta reportagem está inserida no tema “Histórias de deslocamentos”, da Revista Continuum de Outubro, que trata da migração, um assunto instigante
Fiquei realmente muito feliz com as companhias que a Micheliny / Continuum me colocaram:
Uma Brasileira nas Arábias... , da Patrícia Amorim

A Era do Gelo, da Paula Mazulquim

A Saloia, da Mary Pereira

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Steve McQueen, vrum, vrum...

Ontem, em visita habitual ao on the road again do Carlos Gil, curti bem as viagens musicais que ele tem feito à decada de 70. E veio-me à memória um dos filmes que mais me marcaram naqueles tempos, pois sempre fui apaixonado por automobilisimo, que foi o 24 horas de Le Mans, com Steve McQueen, que não só por esse filme é um dos meus preferidos das telas, sejam elas grandes ou pequenas.
E aí fechou. Como sei que o Carlos Gil também gosta de um "vrum, vrum", e está numa de nostalgia, aqui lhe ofereço uma preciosidade. O trailer do "Le Mans".

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Chuing@ original

Fonte da Imagem: UOL


A IO andava a guardar a sua chuinga debaixo da carteira. Até aí tudo bem, mas andava a esquecer de tirá-la de lá e voltar a mascá-la.
Mas parece que arranjou uma quinhenta e comprou uma novinha e vem por aí a fazer bolas enormes.
Assim não há como não me sentir refortalecido, afinal foi ela a maior (ir)responsável por eu passar a ser mais assíduo na leitura disto de blogues, e ainda por cima tirar uma de esperto e um dia abrir o meu próprio espaço.
Minha bloguista, é mesmo bom te ter por aqui!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Brilhante Madalena


A Madalena do Chora que logo bebes, carimbou a Lanterna Acesa com um título de Brilhante Weblog, e deixou no seu espaço, para justificar tal "carimbo", palavras que me deixaram todo pomposo.
Pomposo mais fiquei ao ver quais as companhias que a mesma colocou à Lanterna quando vejo a lista completa que a mesma premiou com as suas carimbadas!
Madalena, hoje eu não daria este prémio a nenhum blog, mas daria sim a uma bloguista, a uma grande mulher, que dá uma lição de vida a muitos de nós, que dá pelo nome de Madalena.
Um beijo, S'tora !

sábado, 26 de julho de 2008

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço...


Lendo o Carlos Serra, do Diário de um sociólogo, decido que ao sair aqui do escritório, que vim hoje só para dar uma espiada e ver como tudo está, vou a uma livraria para comprar “A cabeça do brasileiro” do antropólogo Alberto Carlos Almeida, na sua 4a. edição, e ainda fora das minhas prateleiras.
De qualquer forma já me arrisco aqui, em cima do que li do Carlos Serra e do que o mesmo nos indicou ler sobre o livro, a tecer alguns comentários.
A pesquisa é feita em cima do que pensam as pessoas, e não como agem as pessoas, e isso é deixado claro quando apresentado o formato do trabalho dos envolvidos no projeto.
Parece que conclui o autor do livro, com ressonância do Carlos Serra, que o lado moderno se manifesta mais claramente na população brasileira com maior formação acadêmica.
Não discordo disso, até porque em um país como o Brasil, onde a desigualdade social é tão absurdamente grande, e sabemos que quanto maior o grupo de maior formação acadêmica se conversar, maior as chances de se estar a conversar com pessoas de mais posses financeiras, e com isso além de maiores informações via ferramenta “acadêmicas”, muitas outras vias de informações e atualizações junto ao mundo este grupo tem a mais do que um grupo menos favorecido “sócio-econômicamente” falando.
No entanto quem tem mais informação poderá estar bem mais “treinado” a dar uma boa resposta do que uma pessoa não tão treinada, mas estas últimas com as suas respostas não tão distantes entre o que pensa e o que faz.
Claro que temos aqui diferenças entre Brasil e Moçambique. Não quero comparar estatisticamente os casos de linchamento, por exemplo, entre os dois países, mas vou usar como referência a questão da corrupção.
Quando se pergunta a alguém se “você passaria uma conversa em um guarda para não ser multado”, há que se acreditar que uma pessoa bem informada, no Brasil, vá dizer que é este um ato de corrupção. Mas até achar que a maioria deste mesmo grupo de bem informados não vá tentar passar a conversa no guarda, vai aí uma grande distância.
A corrupção é uma doença neste país, e em qualquer país onde as diferenças sociais sejam grandes e as leis não são executadas a contento, e isso dentro dos grupos de nível de formação acadêmica boa ou não, a corrupção reina.
Aqui, no Brasil, se tenta pagar uma cervejinha para o guarda para não se levar uma multa, e pode ser o corruptor um simples operário ou mesmo um mega-empresário, ou se tenta pagar 1 milhão de dólares para um delegado da Polícia Federal para não ser investigado em um escândalo de um crime financeiro, caso de um recente e renomado e muito bem formado, o banqueiro Daniel Dantas, e neste caso não dá mesmo para ser um simples operário, sem formação acadêmica.
Me parece que a pesquisa que dá conteúdo ao livro do Alberto Carlos Almeida é interessante sobre o prisma da atitude das pessoas, o que não se pode deixar de lado estarem elas, as pessoas, mais ou menos propensas a um acto, mas não me parece que demonstre a realidade de um ambiente que induz uma população a agir com regras dos tempos das cavernas em plena Avenida Paulista, centro financeiro do país, localizado na cidade de São Paulo.

Adenda: Falando em São Paulo, quando soube da visita do Carlos Serra ao Brasil, e que ficou por uns dias nesta cidade, fiquei inclinado a tentar um contato com o mesmo para sair aqui de Curitiba e ir o conhecer. Mas o desenrolar dos dias acabou por me fazer acompanhar a sua visita ao Brasil apenas pelo seu blogue.
Fonte da imagem: Diário de um sociólogo

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Blogue "O Jumento".



Na Barbearia do Senhor Luís li algo que me fez decidir por colocar na relação de link's da Lanterna Acesa, o blogue "O Jumento".

A imagem roubei na Barbearia...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

A moda é a blogosfera...falar dela...





Imagem retirada da capa do livro "Blogosfera & sve ostalo"

O bloguismo tem momentos em que grande parte deste mundo dá para falar de um tema. Não necessáriamente de uma notícia sobre o que acontece na Venezuela de Chávez, ou no Tibete controlada pela ditadura chinesa, as loucuras do Mugabe e o silêncio cumplice dos seus vizinhos, ou o terramoto em algum ponto do planeta.

São temas filosóficos, que podem até ser respaldados por notícias jornalisticamente mais formais, ou não,... como diria o baiano Caetano.

Atualmente grandes e pequenos bloguistas, não exatamente no sentido de famosos ou menos famosos, mas mais no com mais ou menos credibilidade no meio, estão com o foco para avaliarem e analisarem - as duas palavras não são exatamente sinônimos - o que é, como é e como já foi um dia a blogosfera.

E dentro deste tema li algo escrito pelo Alessandro Martins, que foi até então a crónica (post?) com que mais me sintonizei, intitulado "Que as asas da liberdade jamais percam suas penas" .

Vale a pena a leitura.

domingo, 29 de junho de 2008

«Ricardo Rangel, Ferro em Brasa»


Navegando pelos blogues, cheguei a um post do Caminhos da Memória, onde fala de um documentário de Lecínio de Azevedo - brasileiro radicado em Moçambique - que conta a história do grande fotógrafo-jornalista Ricardo Rangel.
No fim deste post da Diana Andringa, é colocado um link para se ouvir um jazz que me fez relembrar grandes momentos - tudo que nos faz saudade, fica grande - onde vi o Ricardo Rangel e o meu Pai ouvir o Louis Amstrong, e outros, na nossa casa, no Macúti, na Beira.
E neste momento, que o José Moreira de Carvalho me presenteou recentemente com um texto para o Lanterna Acesa, lembro-me também que o mesmo havia ficado com uma grande parte da coleção de LP's de Jazz do Pai, quando nós em 1975, já o Pai havia falecido em 1972, viemos definitivamente para o Brasil, e quando em 1978 o José Moreira veio também para o Brasil, repassou esta mesma coleção de LP's para o Ricardo Rangel.
Soube pelo prórpio Ricardo Rangel, quando nos visitou em 1996 aqui em Curitiba, que ainda tinha estes LP's na sua (re) conhecida discoteca particular.
Sobre o documentário, farei de tudo para o poder ver. Afinal o Ricardo Rangel é responsável por grandes registros da história de Moçambique, é história de Moçambique, e faz também parte da história da minha família.

domingo, 27 de abril de 2008

Uma corrente, um elo...



Andava o mar tão calmo, sem as ondas dos elos! O pior é que tais ondas vêm sempre pelo sopro de gente amiga...
Como disse quem me “mimou”, a IO, lá vai o copy / paste das regras da corrente:

- Dizer 6 coisas que não se importe de fazer ou de ter.
- Colocar o link da pessoa que o "mimou".
- Colocar as regras no blog.
- Desafiar 6 pessoas, deixando um comentário nos seus blogs

Não me importo de quebrar correntes, nem que as quebrem quando sou eu as lhe dar mais um elo;
Não me importo de ter na garagem de casa um carro velho, desde que tenha mais de 20 anos de uso, e me leve aos lugares que quero;
Não me importo de perder umas horas matinais de um domingo em troca de umas horas de sono a mais;
Não me importo de ser antipático, se assim for necessário para deixar transparentes os meus posicionamentos;
Não me importa não ter nenhuma paixão pela águia, lagarto ou pelo dragão. O Urubu carioca apagou-me da memória o torcedor de tempos de infância;
Não me importo de amar.

E os seis elos que coloco à corrente, e que me desculpem eles, mas que levem em conta o meu “primeiro não me importo”, o JoãoTunes, o António Oliveira, o Jaime Gabão, o Espumante, Eugénio Almeida, e o Paulo Granjo, com quem nunca troquei uma palavra mas a quem também tem-me agradado bastante o ler.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Negritude



O João Tunes lembrou no seu Água Lisa a falta de lembrança de alguns em homenagear Aimé Césaire.

terça-feira, 25 de março de 2008

Passou, mas ficou registrado...


Hoje, 25/03/08, faz um ano que uso a "Lanterna Acesa" para comentar sobre os mais variados temas, e nunca, que me lembre, relacionados ao meu dia a dia profissional. Eventualmente, como em um diário, falo de acontecimentos do meio familiar.
Não tenho no bloguismo a exposição ou defesa de teses profissionais, muito menos expectativas visionárias de crônicas jornalísticas ou similares.
O Lanterna Acesa, como o antecessor “Sem Técnica”, é o meu jeito de conversar comigo, de pensar alto, de reagir em público sobre algo, e eventualmente de interagir com alguns dos visitantes.
Nunca busquei ter objetivos, como o de escrever um post por dia, definir temas, atingir “x”, “y” número de visitantes, muito menos de agregar ganhos com propaganda vinculada ao provedor hospedeiro. Não que ache que quem faça o inverso esteja errado, de forma alguma. Apenas, além da falta do domínio na matéria, o bloguismo não tem esse enfoque no meu dia a dia.
Há períodos que estou mais ativo, possivelmente por ter mais tempo disponível extra-blogue, ou simplesmente porque em certos dias estou mais feliz, e em outros menos feliz por motivos específicos.
O que o Lanterna Acesa não me faz é ser motivo de stress por vir a ser um compromisso. Não, não tenho compromisso algum com a Lanterna, nem em colocar querosene ou mesmo trocar o pavio em dia certo. É quando me apetece e se de alguma forma me fizer bem.
E para me fazer bem, parto do principio de ser verdadeiro comigo, para poder ser transparente com os visitantes. Assim me comporto no "Lanterna", assim já era no "Sem Técnica", como me comporto quando deixo um comentário mais ou menos simpático em blogues de conhecidos ou amigos.
Toda esta conversa para assumir que gosto da idéia de perceber que já faz um ano (25/03/2007) de “Lanterna Acesa”, depois de 2 anos de “Sem Técnica” (10/12/2004) bem curtidos.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Contradições


É interessante acompanhar as reações no ambiente da “blogosfera”, termo que demonstra um sentimento um tanto narcisista, ou classista para alguns, mas que é o que me dá na telha usar para este momento.
De qualquer forma falo de pessoas que têm acesso a uma ferramenta, seja por uma ação profissional ou amadora, para escrever e/ou opinar sobre os mais variados temas.
Encontramos alguns blogues mais especialistas, outros mais generalistas, uns mais políticos, outros menos políticos (isso se há como ser cidadão do mundo sem que se tenha um carga política na sua personalidade, nem que seja para comentar sobre os ventos).
Mas o que me intriga ultimamente é a reação de autores de alguns blogues, que os classifico de conteúdo generalista, com abordagens eventuais em temas políticos, que questionam protestos pontuais de bloguistas sobre e/ou contra as tragédias das ditaduras sobre os homens, como as que assistimos em Serra Leoa, Birmânia e ultimamente o retorno dos protestos no Tibete.
Uns, às vezes, não acreditam que estas posições pessoais dos bloguistas resolvam alguma coisa, como se a responsabilidade social dos bloguistas fosse o de resolver e não o de comentar e opinar sobre o que lhes bem apetecer - neste caso nem como obrigação -, com a responsabilidade (conceito um tanto subjetivo) que o mundo pode nos cobrar. Dizem estes partidários que o que se deve fazer é enviar formalmente correspondências destes protestos para órgãos que tenham a competência de interagir no meio diplomático para que os protestos tenham o peso devido. São os partidários dos baixos assinados, nem que seja para a criação de salas para fumantes nos aeroportos em terras lusas. No entanto, encontramos, alguns destes mesmos partidários de baixos assinados a serem enviados para os destinatários “corretos”, a questionarem o silêncio dos anti-colonistas no bloguismo moçambicano em relação aos protestos no Tibete contra ao governo chinês, antigo parceiro na luta pela independência daquele país e atual parceiro comercial (mau parceiro comercial, penso eu).
Mas também encontramos o bloguista que se preocupa com os comentaristas de sofá, que não estarão preocupados com as pessoas que estão a morrer e ainda morrerão nos protestos no Tibete. Este acredita que nós deveríamos era ficar quietos, por respeito aos que ainda vão morrer em conseqüência dos protestos. Contradizendo-se ao seu ponto de vista, não conseguiu ficar quieto pois precisou registrar este seu ponto de vista sobre o tema e acabou por alimentar um pequeno debate sobre o mesmo.
Ou seja, na verdade é sabido que quando não se quer alimentar um tema, é não se falar nele. O resto, é contradizer-se ou uma estratégia para alimentar o debate sobre um tema, bom ou mau.

terça-feira, 18 de março de 2008

Aniversário do Blog Cacilda



Parabéns ao Blog Cacilda pelo seu primeiro aniversário que marca um ano de belos retratos e crónicas do teatro brasileiro.
A qualidade da fotografia ali encontrada está no alto nível da qualidade dos atores que o teatro brasileiro sempre produziu.


segunda-feira, 17 de março de 2008

Nova estrada...


Não por respeito ao princípio da reciprocidade nas hiperligações, que é algo que não respeito, mas sim pelo conjunto do que lá andei a ler ontem e hoje, passa a fazer parte da minha leitura um novo título, O País do Burro.

Ainda que não respeite a tal da reciprocidade, educou-me a minha mãezinha a agradecer as amabilidades a mim direcionadas, e por isso aproveito o momento também para agradecer a referência que lá fazem ao Lanterna Acesa nos seus links "Últimas Entradas".

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Quem acode ao Quénia?


Quem acode ao Quénia? , no Pululu de Eugênio C. Almeida, alerta para a passividade do mundo, do qual fazemos parte, sobre o drama no Quénia.

domingo, 13 de janeiro de 2008

A Minha Bloguista


A Isabella Oliveira do Chuinga, a Minha Bloguista, como carinhosamente a trato, avisa que vai tirar o pé do acelerador e mudar o ritmo. Fala em possivelmente mudar de blog, para algum que não esteja estigmatizado com a obrigatoriedade de atender os seus “e-leitores” diariamente. Talvez saia do Chuinga e vá para a Pastilha Elástica, quem sabe!...não, nada de apontar culpas com questões de traições com as origens. Como o outro diria, nada contra nem a favor, muito pelo contrário. Não me importo nada que a minha bloguista mude de título, de ritmo ou tantas outras coisas mais. Afinal, da mesma forma que não escrevo todos os dias, e nem estou preocupado com isso, também não leio todos os blogs que gosto todos os dias. Há períodos que até sim, outros menos, outros bem menos, mas nunca com complexos de culpa. O que não pode a Chuinga, ou a IO, ou a Isabella, ou melhor dizendo, a Minha Bloguista, deixar de ter o espaço dela para que eu e muitos mais possamos continuar a ler as suas estórias e histórias com a sua escrita tão própria, doce quando envolve família e amigos, cortante quando como crítica social, culta no seu discurso genérico.
Não me preocupa esse novo plano de vôo, desde que ele te faça feliz e ao mesmo tempo nos vá mantendo felizes com a possibilidade de te ler, de estar perto de ti.

E quando alguém me convencer que se “desaprende” a andar de bicicleta, vou então começar a achar que podes ter alguma razão em dizer que precisas de reaprender a escrever.

Um beijo, minha bloguista!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Blog Espumadamente

Começo a me aperceber que a ida ao Espumadamente começa a ser para mim mais rotina do que antes.
Pena é que hoje ao lá chegar encontro um post dedicado a alguém que ironicamente propõe aos terroristas que façam ameaças semelhanças às que fizeram ao Rally Lisboa-Dakar com o intuito de virem a mandar para o espaço o campeonato Mundial de F1! Assim não vale! Já as más línguas dizem que o Alonso e a MacLaren teriam algum envolvimento com os terroristas e haviam tentado já em 2007 com novas estratégias esse mesmo objetivo, mas que para os amantes do esporte, onde me incluo, felizmente não deram certo.
Contudo, e evidente que com satisfação, para me dar menos trabalho, o link do Espumadamente passou a fazer parte das minhas “Outras Estradas”.