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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Poesia Sufista e o Filme Bab’Aziz

Para se lançar em mais uma semana, sem se arrepender de um dia ter amado.

„As pessoas são como as três borboletas
em frente da chama da vela.
A primeira se aproximou da chama e disse:
Eu sei o que é o Amor.
A segunda tocou a chama com as suas asas
e disse:
Eu sei o quão doloroso pode a ser a chama do Amor.
A terceira jogou-se no meio da chama,
e deixou-se devorar.
Ela sabe o que é o verdadeiro Amor...“

Poema sufista cantado no filme Bab’Aziz (Avô Aziz), realizado pelo super sensivel diretor tunísio Nacer Khemir.

Um filme que vale a pena ser visto também em DVD. Informações sobre o mesmo, aqui e aqui.

Apesar de não ser Sufista, gosto muito da sua Poesia, que se encontra em muitas páginas eletrônicas.

Post de António Maria G. Lemos






quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Steve McQueen, vrum, vrum...

Ontem, em visita habitual ao on the road again do Carlos Gil, curti bem as viagens musicais que ele tem feito à decada de 70. E veio-me à memória um dos filmes que mais me marcaram naqueles tempos, pois sempre fui apaixonado por automobilisimo, que foi o 24 horas de Le Mans, com Steve McQueen, que não só por esse filme é um dos meus preferidos das telas, sejam elas grandes ou pequenas.
E aí fechou. Como sei que o Carlos Gil também gosta de um "vrum, vrum", e está numa de nostalgia, aqui lhe ofereço uma preciosidade. O trailer do "Le Mans".

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Em 1973, o rock de Jesus Christ

O Carlos Gil lembrou-se dos 35 anos do musical Jesus Christ Superstar e deixei-lhe lá um comentário, onde outras coisas lhe dizia que pensava em aqui deixar qual das cenas que mais gostei do filme.
Acabei ficando com dificuldades em afirmar que seria esta que aqui coloco, embora já fosse na qual pensava, só que outras são tão marcantes quanto.
Mas esta, em especial, são das imagens, vistas nas grandes telas, das mais freak que vi até os dias de hoje.
Claro que por ser um musical, com o estilo de rock dos anos 70, o filme foi no seu todo “freak”. Mas ao meu ver, a áurea e os conceitos freak’s de Jesus Cristo, facilitou em muito a fórmula deste musical que tanto sucesso fez na época.
Hoje, dentro muito do modismo de se ser anti-Cristão, pois ser ateu não é suficiente para muitos, até confundem alguns e criticam um filme, que dentro da tecnologia de 1973, tem um tema com uma abordagem inteligente, com uma bela fotografia, com ótima qualidade de som.



domingo, 10 de fevereiro de 2008

Caçador de pipas

O best-seller de Khaled Hosseini, “O caçador de pipas”, foi daqueles livros que ficou sempre para depois...depois eu compro, depois eu leio...
Ontem, um dos programas do casal que ficou com a casa pequena, pois a filha mais velha foi passar uns dias na praia e mandou vir buscar o irmão mais novo para passar o fim de semana com ela e os seus amigos, foi ir ver o filme adaptado da obra de Khaled Hosseini.
Para quem leu o livro, diz que o filme resume bastante a estória, mas não vi ninguém dizer que entendeu que o livro estaria ali estripado.
Eu, que não li, vi um bom filme, com uma ótima fotografia, com um tema fortíssimo, com um fundo tão forte quanto, que a cada cinco minutos de “fita” te deixam com os vários níveis de emoção a trabalhar.
Um belo filme, uma bela estória com belas mensagens, sendo que a participação dos atores mirins, em especial que fazem os personagens principais Amir e Hassan, essenciais para entrarmos na trama como se a tivéssemos vivendo.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Meu nome não é Johnny

Ontem foi o dia de ir ver um filme nacional, com dois dos maiores atores brasileiros das últimas gerações, que são o Selton Mello e a Cleo Pires. Ele dá um show neste filme. Quem viveu as décadas de setenta , oitenta e até noventa, mesmo que não continuamente, no Rio de Janeiro, ao assistir o filme acaba por encontrar nas personagens, principais ou secundárias, alguém que um dia conheceu. Não por acaso o filme é rodado em cima de relatos de alguém que os viveu.
Meu nome não é Johny tem a realidade da classe média envolvida com o tráfego de drogas no asfalto, fora dos morros (favelas) cariocas.
O filme tem a realidade de quem vê a droga a partir da parte baixa da cidade, mas na parte média alta da piramide social, nas baladas, até que um dia cai no mesmo buraco de um traficante comum, peixe pequeno na malha, que além de vender se faz usuário. Vende para manter o seu vício, mas também vende para manter o ritmo da balada, da festa.
O pior de tudo é sair do filme se sentindo um tanto reacionário por se torcer que o João Estrela, que não é Johnny, mas é do asfalto, pegue uma pena pequena quando cai nas garras da justiça...justiça, é,... que para alguns tem um peso e para outros um pouco mais...
Mas até por nos deixar em estado de reflexão, vale a pena ver este que para mim é uma das melhores produções brasileiras.


quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Eu sou a lenda.

Não sou fã do gênero de filme de terror, o inverso do meu filho que se encontra de férias escolares e que trabalhou a minha consciência para ir consigo ver o recém lançado, no Brasil, “Eu sou a Lenda”, pois o mesmo sendo recomendado para maiores de 14 anos e o Filipe com os seus 11 anos só poderia ir acompanhado com alguém maior de 18 anos. E aí que o irresponsável fosse eu... Li a sinopse do filme, acabei concluindo que a história não seria tão complicada para a cabeça do Filipe, por mais que pudesse haver cenas mais pesadas.
Lá fomos ontem de tarde, já que também estou curtindo com o mesmo uns dias de férias.
“Eu sou a Lenda”, com Will Smith no papel central, e na minha avaliação em um excepcional desempenho, com um papel "secundário", mas importante na trama, da brasileira Alicia Braga em uma correcta participação, acabou por me surpreender positivamente.
De negativo, a entrevista infantil no sentido de tentar explicar o objetivo de uma vacina por uma cientista que acabara de participar da descoberta da cura do câncer (cancro). Vacina esta que depois como efeito colateral começa a dizimar a população do planeta, sendo que parte dela mesmo que atingida não chega a morrer, mas transformam-se em seres com características “vampirescas”, pois não podem ter acesso à luz, e atacam durante a noite uma minoria que por algum motivo não é afetada pelo vírus. Em Nova Iorque o único sobrevivente, o Coronel / cientista Neville, na companhia da sua cadela Sam, luta pela sobrevivência e paralelamente pela cura dos infectados.
Se o filme é de facto de terror, tem um bom enredo, um grande impacto visual de uma Nova Iorque abandonada, efeitos visuais sobre medida, com um grande resultado final.
Adaptado do romance de Richard Matheson e direção de Francis Lawrence.