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domingo, 23 de novembro de 2008

Cotas para negros nas universidades é um ato de consciência negra?

Zumbi dos Palmares
Fonte da Imagem: Espaço Cultural Zumbi dos Palmares

Esta semana tivemos, no Brasil, o Dia da Consciência Negra A 20 de Novembro se homenageia Zumbi dos Palmares, um herói brasileiro, símbolo da resistência negra à escravatura.

Herói digo eu, possivelmente mais um bom número de brasileiros conscientes que não existem só heróis que lutaram pela Independência ou pela República.

Zumbi (Francisco) é referência da resistência contra a escravatura, e como tal libertou muitos escravos e deu guarita, através da sua liderança, a muitos “fujões” no Quilombo dos Palmares. Ainda assim, mesmo havendo feriado em mais de 300 Municípios do país e haver um projeto para que seja declarado Feriado Nacional, desconheço que Francisco “Zumbi” seja visto formalmente como um herói nacional.

E fico eu aqui imaginando como viria o Zumbi esta questão das “cotas” para negros nas universidades brasileiras. Saiu esta semana uma pesquisa da DataFolha sobre este tema onde demonstra uma confusão na cabeça dos brasileiros sobre o tema. Talvez a confusão nas resposta já esteja a insegurança entre o racismo desta sociedade com a consciência de que ser racista não é um sentimento racional. Mas vejamos:

51% a favor das vagas para negros por cotas

86% concordam que as cotas deveriam beneficiar pessoas de baixa renda / pobres

53% acham que o sistema de cotas são humilhantes para os negros

62% acham que são fundamentais para ampliar o acesso a toda a população

62% acham que elas podem gerar atos de racismo.

Há aqui uma análise mais científica destes dados, mas a minha consciência e o que pouco conheço deste país, faz com que eu não tenha dúvidas que as cotas são um erro social, tanto no que envolve a ”luta do Zumbi”, como a injustiça social deste grande país. Grande em tudo. Em potencialidades e em injustiças.

Um dia já detalhei mais sobre o porquê não concordo e porque vejo que se pode ampliar o acesso à universidade a todos de uma forma muito mais justa, aqui.

sábado, 19 de julho de 2008

Loures. Racismo? De quem?


O meu chamuar Carlos Gil está zangado porque não viu ninguém do SOS Racismo se manifestar sobre os acontecimentos em Loures. O João Tunes, no seu Água Lisa, referenciou este post do Gil, e até abriu o leque ao questionar, sem nomear, qualquer outra organização que defenda a luta contra o racismo, e aponta a passividade de muitos quando o racismo não parte do branco para o negro, ou do europeu para o brasileiro. Na Barbearia do Senhor Luís, já a sua passagem pelo assunto é por uma outra linha, onde o mesmo em uma postura, ao meu ver muito feliz, diz: “Um dia, quando a utopia chegar, havemos de ser capazes de só ler que: - No bairro X houve um tiroteio entre arruaceiros portugueses. (ponto final)”

Esta sua colocação foi em um comentário ao seu post, qualificada como sendo paradoxal, o qual até o mesmo concordou e afirma ter sido proposital.

Não vejo, pois podemos acreditar que a utopia possa um dia chegar e então passar a ser algo real e como tal ser tratado. Quando vejo utopias do passado tão reais hoje, não vejo paradoxismos nisso.

Mas da facto, hoje, em uma sociedade cheia de fronteiras, xenófoba, racista, reacionária, é mesmo utópica a idéia para muitos e infelizmente nada, ainda nada paradoxo, acreditar-se que houve um "complexo" e mal administrado, pelos envolvidos e pelos órgãos que aí estão para administra-los, conflito entre vizinhos que se uniram em grupos para sair ao estalo...e armados.

Afinal estará mesmo na cerne deste conflito o racismo, ou estão os críticos do conflito, perplexos, colocando questões raciais ao tumulto? Mas afinal onde está o racismo? No conflito ou com quem está assustado, mesmo que como justificativa instintiva por parte dos que estão assustados, com o conflito?

O problema não estará na covardia ao não se executar as leis e assim irem alimentando cabecinhas xenófobas? Conviver-se com questões culturais, como por exemplo com a rica cultura cigana desde os tempos do tio Salazar é muito bonito e correto, mas que lhe façam cumprir as leis como a qualquer cidadão português. Dessa forma, em um conflito onde um, ou mais ciganos, esteja envolvido, que não haja receio de se executar a lei com este(s) e com a outra parte também envolvida, para que depois não se aponte a justiça de agir de forma parcial ou de forma paternalista para um ou para todos os lados.
Imagem do blog do Josias de Souza

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Negritude



O João Tunes lembrou no seu Água Lisa a falta de lembrança de alguns em homenagear Aimé Césaire.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Martins Luther King


Fazem hoje 40 anos que calaram a voz de um dos bons!
Fonte da imagem: Novasinapse

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Afinal o Alonso abriu a boca, e se não entrou mosca...



Fonte: F-1 na Web - Diego Menegon


O ex- piloto e atualmente comentarista de Fórmula 1, John Watson, defendeu Lewis Hamilton, da McLaren, depois de o inglês ter sido acusado por seu ex-companheiro, Fernando Alonso, de ser o pivô do escândalo de racismo, há um mês, em Barcelona. Alonso teria declarado que seus fãs espanhóis só ofenderam Hamilton porque o mesmo teria dito que usaria suas atitudes em 2007 como um exemplo de "como não se deve comportar".“Qualquer comentário que o Lewis (Hamilton) tenha feito, ele tinha o direito de fazê-lo, pois sentiu que o Alonso não correspondeu às suas expectativas e não se comportou como um campeão mundial”, disse o ex-piloto.


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De facto venho acumulando cada vez mais motivos para acreditar que o Alonso é só um bom piloto.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O silencio de Alonso....



Será que estou errado em acreditar que por terem sido torcedores do Fernando Alonso que demonstraram actos de racismo contra ao seu colega de profissão, Lewis Hamilton, ele, mesmo que não tenha responsabilidade pelas atitudes dos seus fãs, devia ter feito alguma declaração oficial mostrando que não compartilha com a postura dessa parcela da sua torcida?

Não é, de alguma forma, o seu silêncio, não o silêncio de um homem comum, um acto de cumplicidade com esses torcedores?
Ou terá havido alguma manifestação da parte do mesmo que eu não tenha me apercebido?
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Fonte da imagem: Blog do Ricardo Lampert

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Racismo em torcida de esporte de elite...

Torcedores espanhóis, no caso maus torcedores espanhóis, conseguiram fazer chegar o racismo à Fórmula 1 durante os testes de algumas equipes na pista de Barcelona de Montmeló , onde entre elas a McLaren e o seu piloto Hamilton, ex-colega de equipe do espanhol Fernando Alonso, participavam neste sábado, dia 02 de Fevereiro.
Além de faixas agressivas no autódromo, cada vez que o piloto se deslocava entre o motor home da equipe e os boxes era chamado por aproximadamente 3.500 torcedores de Alonso de “negro de merda”.
A Real Federação Espanhola de Automobilismo, pressionada ou não pela FIA que ameaçou com a não realização dos dois GP’s previstos para 2008 no país, reagiu fortemente com uma nota onde entre outras declarações, dizia:
"Este tipo de energúmenos, que confundem rivalidade esportiva com violência, precisam saber que a Federação terá tolerância zero com eles."
Agora é aguardar as verdadeiras ações, mas o que mais me deixa angustiado no momento é ver qual será, que já deveria ter havido alguma, atitude do esportista e homem Fernando Alonso.
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Fonte da Imagem: Estadão

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Cotas para universidades, integração ou desintegração social?

Fonte da Imagem: Projeto Beija-Flor


Porque eu traria um já batido assunto, que é a questão das cotas para negros ou pardos para as universidades brasileiras?
Esta semana fiquei sabendo que um filho de um grande amigo meu, este amigo moçambicano e filho de portugueses brancos, casado com uma brasileira descendente também de europeus brancos, acabou de se classificar, o tal filho do meu amigo, em uma universidade usando-se das cotas para negros ou pardos. Para isso apresentou um documento que o pai havia nascido em Moçambique, África, e mostrando uma fotografia do pai, bem moreno, mais para indiano do que para mulato, na verdade côr resultado de muita praia. A senhora que atendeu o rapaz, não teve dúvidas e classificou-o, sendo descendente de europeus tanto por parte de mãe como de pai, como pardo, e usufruiu o mesmo das cotas de forma indevida.
É o que acontece quando as leis não têm nem mesmo base técnica para serem executadas.
Quando eu soube, tive a reação de incriminar a atitude do rapaz, mas conceitualmente acabo por achar que é mesmo uma forma de debochar e de desestruturar uma lei que não cabe, ao meu ver, para este país.
É evidente que o racismo está entranhado na sociedade brasileira, não tivesse sido este país povoado (e despovoado) por uma colonização lusitana. Se o racismo por aqui não é formal, não conhecemos KKK, como disse António Paim na sua crônica no Estadão, e nem um apartheid como se viu no recente Séc. XX na República da África do Sul, o racismo na sociedade brasileira fica também na forma humilhante e disfarçada nas questões sócio-econômicas.
Antes de continuar, colocarei aqui alguns números estatísticos para que possamos avaliar melhor o que penso.

A)
97% dos universitários são brancos
2% dos universitários são negros
1% dos universitários são amarelos

* Dados do Prof. José Jorge Carvalho, quando da sua proposta do sistema de cotas, em 2002.

B)
45% da população brasileira é negra

C)
64% de negros representam a população pobre do Brasil
69% de negros representam a população de indigentes (extrema pobreza) do Brasil

D)
População aproximada do país: 250 milhões
53, 9 milhões de pobres


Haverão outras estatísticas para serem avaliadas, embora os números sejam muito perigosos e sejam sempre um tanto tendenciosos, conforme as interpretações de quem os olhe. Mas não há quem possa duvidar que o Brasil não seja o melhor exemplo da dita “democracia racial”.
Podemos, com contas simples, concluir que temos no Brasil uma população aproximada de 112,5 milhões de negros, sendo que 34,5 milhões são pobres, que em um país extremamente injusto socialmente apresenta nesta faixa da sociedade, seja branco ou negro, com um acesso a uma escola pública de ensino fundamental de baixíssima qualidade.
Ou seja, infelizmente, mesmo que fossem brancos, é complicada a possibilidade de chegarem a uma Universidade Pública, gratuita, onde os alunos da classe média alta e classe alta do ensino fundamental que estudaram sempre em colégios particulares dos bons e melhores, e que agora são os maiores concorrentes às vagas das Universidades públicas, por serem estas gratuitas e por serem consideradas na média melhores que a maioria das particulares, passando a ser um bom item no currículo para o futuro profissional só pelo facto de ter conseguido ingressar na “x” Universidade Federal.
Confundem-se aí as soluções da integração social com a integração racial.
Até porque há avaliações que demonstram que há maior evasão da escola das crianças negras do que das crianças brancas, quando na faixa de 11 aos 14 anos. E nisso deve-se avaliar o que está acontecendo e trabalhar já nessa fase da formação dos futuros, em potencial, universitários. E aí sim, poderá ser uma má atuação da escola perante as diferenças de relacionamento enrustidas raciais que poderão estar gerando essa diferença de atitude entre as crianças negras e brancas (Disse o Prof. Carvalho, lá em 2002, que dentro dos 25% mais pobres, nas crianças desta faixa etária, 44,3% dos brancos estão na segunda fase do ensino fundamental, e das negras só 27,4%).
Sobre a entrada dos negros nas faculdades, que se trabalhe com cotas para as Universidades Públicas vinculando-se a quem sempre estudou em Escolas Públicas, que assim se dará maior espaço nestas para a classe média baixa e pobres e onde automaticamente os negros também estarão inseridos. E aí sou bastante radical. Que as cotas representem mais que os 50% que já se tem no Estado do Rio de Janeiro também com este critério, além dos das cotas para os negros. De qualquer forma o Rio de Janeiro pelo menos já tem algo mais do que uma decisão federal que mascára uma solução racial e que poderá sim criar problemas futuros para os profissionais negros que “usufruíram” das cotas-esmolas.
Depois, as questões raciais no mercado de trabalho, onde também é sabido, inclusive nas classes mais altas, que o negro tem salários médios mais baixos do que o branco, não haverão de ser resolvidos por “cotas” ou "subsídios" do governo, e sim por movimentos de cidadania, de orgulho como raça, não pedindo licença para poder sentar na mesma mesa, e sim ir-se sentando, orgulhosamente se sentando.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Lutar contra o racismo, e não alimentá-lo.


Tem-me preocupado algumas posturas no combate ao racismo no Brasil, e me sintonizei em muito com a crónica do António Paim, no "Estado de São Paulo", com um ou outro porém.

Se aqui sempre tivemos a mania de importar tudo dos americanos, dos modismos aos inimigos, parece que até na forma de lidar com o racismo queremos fazer o mesmo.

Me preparava para escrever algo sobre as cotas para negros ou descendentes de negros (mestiços, pardos (!)) para entrar na faculdade quando achei que devia antes reproduzir esta crónica para um dia destes escrever então algo mais específico sobre o tema.

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Discutir e condenar o racismo emergente

Antonio Paim

Entre nós, a discussão substantiva de certos temas deixa muito a desejar. Atribuo a circunstância a certa acomodação com o patrulhamento ideológico, vigente em áreas da universidade e instâncias do governo, notadamente da educação. Essa acomodação pode ter resultado de duas coisas: reconhecimento da inutilidade do gesto ou graças à "cortina de ferro" que se tem conseguido estabelecer em torno daquilo que incomoda.Não parece muito difícil verificar que o patrulhamento hoje é igual ou maior do que o que existia em 1978, há 30 anos, portanto, quando a censura a um texto de Miguel Reale, na PUC do Rio de Janeiro, provocou grande celeuma, refletida no título do livro que editei, reunindo artigos dos dois lados - Liberdade Acadêmica e Opção Totalitária: um Debate Memorável (Artenova, 1979). Desapareceu mesmo foi a discussão pública.Chamo a atenção para esse aspecto com a intenção de evitar que se construa uma cortina de silêncio em torno das teses apresentadas por Antonio Risério em A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros (Editora 34, 2007). Acham-se extremamente bem documentadas e são as seguintes: os atuais movimentos negros renegaram a tradição da abordagem do assunto, que, no Brasil, estava centrada na questão da cor. O máximo que se pretendeu nessa matéria consistiu em recomendar o branqueamento, que não deixava de ser uma capitulação diante da mistura, da mescla, da miscigenação. Mais importante que essa advertência é a comprovação de que se trata simplesmente de macaquear modelo alienígena.Transcrevo: "Não devemos desconhecer a realidade em que nos movemos. Não devemos ceder à tentação das fantasias fáceis, dos truques ideológicos, dos artifícios jurídicos, dos maniqueísmos simplificadores. Não devemos nos contentar com a transposição mecânica, para a realidade sociorracial brasileira, de discurso político-acadêmico em vigor nos EUA, cujas história, formação e situação são radicalmente dessemelhantes da nossa experiência como povo e nação. Pelo contrário: temos de recusar o imperialismo cultural norte-americano, que pretende universalizar os seus modelos e os seus particularismos. E temos de partir de nós mesmos. É por isso que insisto que não temos nenhuma forte razão para substituir o rico espectro cromático brasileiro pelo rígido padrão racial norte-americano - ainda mais que, nos EUA, cresce a mobilização em favor do reconhecimento social da existência de mestiços, com um número cada vez maior de pessoas reivindicando a inclusão da categoria mixed-race no censo (e no senso) da nação. De outra parte, acho que não devemos perder muito tempo fazendo essas comparações. Esclareçamos as coisas básicas e, depois, o melhor é deixar os EUA de lado - e nos concentrarmos em nossos muitos e urgentes problemas. Mas o certo é que ninguém vai entender o Brasil se não encarar, em toda a sua abrangência e complexidade, os fenômenos fundamentais da mestiçagem e do sincretismo" (edição citada, pág. 411).Risério procurou reconstituir toda a discussão em torno da escravatura, inclusive a noção (perdida) de que a sua aceitação não se limitava à "classe dominante", sendo inclusive prática existente e reconhecida entre os próprios escravos. Essa recuperação se estende ao movimento abolicionista. A contribuição dos africanos à nossa civilização se acha suficientemente valorizada, sem embargo da ênfase na falta de sentido de deixar de proclamar que a descendência reconhece (e proclama) ser brasileira.Detém-se também no que denominou "movimentos negros hoje", buscando recuperar antecedentes imediatos esquecidos. A transição da tradicional classificação da população, como sendo de cor, para denominá-la "negra", se encontra fartamente documentada e discutida. Denuncia com propriedade a falácia de seus defensores ao afirmar que estariam passando do "biológico para o político" como "artifício ideológico para neutralizar ou encobrir o fato genético, a mistura de genes". A conclusão é a seguinte: "O racialismo neonegro, que vinha há tempo conseguindo algum espaço no governo federal, deixou o entrincheiramento burocrático e se instalou abertamente na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, desde a posse de Lula."A substituição do nosso comportamento tradicional pelo modelo norte-americano introduz em nosso meio postura nitidamente racista. Não se trata, como adverte Risério, de negar a existência de preconceito entre nós. Mas de destacar que corresponde a preconceito de cor, condenável enquanto convicção individual. À sociedade compete impedir que se transforme em discriminação, que só poderia resultar de uma ação coletiva, o que, aliás, nunca houve no País. Não se tem notícia da existência de algo parecido com a norte-americana Ku Klux Klan.O que me parece mais grave no racismo de tais movimentos consiste em que as políticas que têm conseguido obter correspondem a equívoco funesto. A médio e longo prazos, trarão prejuízos definitivos tanto a instituições como a indivíduos. É óbvio que a obtenção de títulos acadêmicos, mediante ingresso na universidade por meio de cotas, disseminará indevidamente a pecha de incompetente a pessoas que, sendo bem dotadas, poderiam alcançá-los sem benesses. Quanto ao acesso à universidade dos que, por dificuldades econômicas, não tiveram condições de se preparar de forma a enfrentar a competição, a política adequada consiste em proporcionar-lhes bolsas que lhes permitam ingressar pela porta da frente.


Antonio Paim é presidente do Conselho Acadêmico do Instituto de Humanidades. Site: http://www.institutodehumanidades.com.br/


Fonte da imagem: Revista Espaço Acadêmico

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Idiotas também ganham o Nobel...

Fonte da imagem: Folha Online

O prémio Nobel de Medicina, Dr. James Watson, vomitou uma das suas bestealidades. Até já pediu desculpas, como se apenas tivesse cometido uma gafe quando declarou que a inteligência dos africanos seria inferior à dos ocidentais.
Se criado o Prémio Nobel da idiotice, bestialidade, incentivo à criminalidade social, não haveria disputa. Estava ganho por antecipação por este dr. Watson que infelizmente não é de ficção.